“Um homem chamado Ove” faz sorrir e chorar

en_man_som_heter_ove

Ranzinza, autoritário, grosseiro e insensível. É assim que vemos o personagem principal nos primeiros minutos do filme sueco “Um homem chamado Ove” (En man som heter Ove, de Hannes Holm, 2015).

Fechado dentro de si, avesso a qualquer contato social positivo, Ove (Rolf Lassgard) guarda uma dor que o sufoca. Há um tom de deboche que transforma momentos a princípio ruins em leves e divertidos. Ou seja, desde o começo há esse contraste entre a rabugice de Ove e o desfecho das situações em que se coloca.

Ele encontra nessa rotina de autoritarismo e agressividade uma certa fuga, pois quando entramos em sua casa temos acesso a sua mente. Há alguém ausente, uma falta em sua vida, que faz com que queira partir também. A imagem dele se transforma para nós quando conhecemos seu passado – sua relação com o pai (Stefan Godicke), o encontro com Sonja (Ida Engvool) – e ao surgirem novos vizinhos que passam a conviver com ele. A aparição deles contraria Ove, pois sem perceber atrapalham suas tentativas de suicídio.

“Um homem chamado Ove” nos faz sorrir, chorar, gargalhar, surpreender. Torcemos por Ove, que no inusitado de sua personalidade, nos faz identificar com o contraste de nossos humores, que ora são voláteis, ora macios e delicados.

Recomendo!

ove - imagem 01ove - imagem 02

 

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Blog no WordPress.com.

Acima ↑

%d blogueiros gostam disto: