De qual lado parte a censura?

Como pôde ser lido nos dois posts abaixo, a psicanalista Maria Rita Kehl foi demitida após publicar artigo no conhecido jornal “O Estado de S. Paulo”. Há muitos anos que aprecio os textos escritos por ela, sempre reflexiva e profunda em suas análises, em especial aquelas ligadas à Comunicação.

Verifique os textos abaixo, começando pelo artigo da autora e depois siga para a entrevista. Os comentários de Maria Rita Kehl são pertinentes e devem ser matéria de reflexão, visto que diz verdades que muitos de nós não paramos para pensar ou, em muitos casos, preferimos não reconhecer.

Cabe aqui uma linha de repúdio à atitude da cúpula do Grupo Estado, que dá sinais de que sua “luta” contra a censura vai apenas até a página dois. Dizem que não há Estado (desculpe o trocadilho) democrático sem imprensa livre, mas esta imprensa somente será realmente livre se for composta de jornalistas livres, ainda mais os colunistas, articulistas e cronistas. O trabalho do jornalista, que é, em pessoa, um veículo da liberdade de expressão e informação, não deve ser ceifado pelos executivos que decidem a pertinência de notícias e opiniões conforme metas administrativas e políticas.

Será que sonho? Será que isso é possível? Provavelmente não é possível. Está é a realidade dos veículos de comunicação que são representados por grandes empresas.

Chega a parecer ingênuo escrever tais frases, pois esta realidade sempre esteve presente. A diferença é que ela comumente ocorre dentro das redações, no dia-a-dia das salas de reuniões, afastada dos leitores. Mas de vez em quando surge um fato como este, referente à demissão de uma estudiosa tão respeitada, para nos despertar e lembrar que a imprensa geral trabalha conforme seus interesses e não os daqueles que os leem.

Mas… Qual é a novidade?

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2 comentários sobre “De qual lado parte a censura?

  1. Bem, parabens pela iniciativa de publicar sua indignação…Também achei uma atitude pequena a do jornal Estado… O texto da Maria Rita Kehl é ótimo Lamentável isso !

  2. É realmente lamentável a realidade da imprensa e acho louvável trazer isso a tona para discussão. O que frustra é a pergunta: Qual é a novidade?
    Adorei o texto, parabéns!!

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