James Bond – uma série que não começou hoje

Acaba de estrear nas telas do cinema brasileiro a mais nova aventura do agente secreto James Bond – Quantum of Solace. Surge mais esta aventura do agente 007 criado por Ian Fleming. Porém, muitos daqueles que vão assistir a este filme e assistiram ao anterior – Cassino Royale – não têm idéia de quantos já precederam a este. Quando notam que são outros vinte filmes (somente conto aqueles que são oficialmente produzidos por Saltzman & Broccoli, sem incluir genéricos como “Nunca mais outra vez”, que é horrível, apesar de ser estrelado por Sean Connery), além destes dois, não se interessam em conhecer, com a desculpa de que são muito antigos, datados ou bregas. Enfim, os filmes do James Bond são todos bregas, com exceção exatamente destes dois últimos estrelados pelo bombadão Daniel Craig, com um estilo claramente inspirado no sucesso da Trilogia Bourne.

Este texto visa guiar o leitor para conhecer (ou não conhecer) alguns filmes anteriores do agente britânico. Há filmes muito bons, assim como outros que são muito ruins. Em alguns deles encontraremos personagens, geralmente vilões, que valem a pena conferir, assim como momentos espetaculares. Dividirei em três categorias, dos melhores filmes (que devem ser assistidos), dos bons e razoáveis (que sugiro que assistam, mas não são tão bons quanto os do item anterior) e dos péssimos (que devem ser evitados). Deixo bem claro que trata-se da minha opinião, o que pode tranqüilamente ser diferente da dos outros. Os filmes foram assistidos praticamente em seqüência, a fim de realmente fazer esta comparação. Desta análise, estão excluídos os dois últimos – Cassino Royale e Quantum of Solace.

Os melhores

 

007 contra o satânico Dr. No (1962) – os três primeiros filmes da série são praticamente imbatíveis. Estrelados por Sean Connery, desde seu início demonstram a mistura de aventura, sexualidade, mistério e boas histórias. Neste, em especial, há a conhecida aparição da primeira Bondgirl, Ursula Andrews, saindo do mar de biquini.
Moscou contra 007 (1963) – continuação da série, mantém o mesmo ritmo do filme anterior, agora envolvendo os vilões da época para os americanos, devido à Guerra Fria.
007 contra Goldfinger (1964) – o vilão Goldfinger quer roubar todo o ouro contido no Fort Knox. Enquanto planeja isso, mata suas vítimas cobrindo sua pele completamente por ouro líquido. É auxiliado por um dos mais famosos vilões da série – Oddjob –, sempre munido por sua cartola com lâmina de aço que corta qualquer coisa e que costuma arremessar em direção de seus adversários.
007 a serviço secreto de Sua Majestade (1969) – único filme estrelado pelo desconhecido George Lazenby não fica a dever em nada aos outros da série. O ator convence no papel do sedutor agente britânico e enfrente o líder da SPECTRE – Blofeld – interpretado pelo eterno Kojak, Telly Savallas. Sem dizer na importância do filme, visto que é nele que a esposa de Bond é assassinada pelo vilão, fato que marca o psicológico do personagem no decorrer de toda a série.
007 contra o homem da pistola de ouro007 contra o homem da pistola de ouro (1974) – já com Roger Moore no papel, um dos maiores clássicos da série. James Bond precisa encontrar o assassino profissional Scaramanga (Christopher Lee), o qual é conhecido por utilizar uma pistola de ouro. Vive numa ilha cheia de armadilhas, auxiliado pelo tão quanto maquiavélico Nick Nack (interpretado por Hervé Villecheize, o conhecido Tatu da série “A ilha da fantasia”)
007 O espião que me amava (1977) – a primeira aparição do melhor vilão da série. “Jaws” é um gigante de quase dois metros e vinte e dentes de aço. Mata as pessoas com suas mordidas. É muito forte e sobrevive a qualquer golpe aparentemente fatal. Parece imbatível, até mesmo para James Bond.
007 contra o foguete da morte (1979) – este segundo filme com o vilão “Jaws” não é tão bom, mas classifico aqui por causa de uma das melhores seqüências de ação dos filmes do James Bond: a luta entre Jaws e o agente secreto em cima dos bondinhos do Pão de Açúcar. Imperdível.
007 O amanhã nunca morre (1997) – na era da dominação dos meios de Comunicação, surge um vilão midiático interpretado por Jonathan Pryce. É um filme com uma narrativa bem construída, excelentes cenas de ação e Pierce Brosnan no auge de seu charme irlandês.

Os bons e razoáveis

007 contra a chantagem atômica (1965)
Com 007 só se vive duas vezes (1967)
007 Os diamantes são eternos (1971)
Com 007 viva e deixe morrer (1973)
007 somente para seus olhos (1981)
007 contra Octopussy (1983)
007 marcado para morrer (1987)
007 Permissão para matar (1989)
007 O mundo não é o bastante (1999)

 

Os péssimos

 

007 na mira dos assassinos (1985)
007 contra Goldeneye (1995)
007 Um novo dia para morrer (2002)

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6 comentários sobre “James Bond – uma série que não começou hoje

  1. Huguinho,
    James Bond é sempre James Bond… Mas na minha opinião, o atual é ridiculametne fraco: Ele é apenas mais um agente atlético-bombado-fodão que não tem nada a ver com o que deveria ser um agente a serviço da coroa inglesa.
    Falta glamour, falta uma boa dose do sarcasmo e da ironia sempre presente nos James Bond. Ele pode até ser bom ator, mas não para o papel. Um simples Vin Diesel ou até um Bruce Willis poderia fazer a mesma coisa que ele faz.
    Fiquei decepcionado com o filme, esperava muito mais.
    Abração,
    Passarote.

  2. Aeeeee enfim atualizado!!! rs
    Eu só tenho uma coisa a falar sobre isso: esse ultimo james bond não tem cara de James Bond…tem cara de vilão de James bond!! rs nada como o Pierce!!!

    Bjo

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