O Fluminense não merecia perder

Não importa que o Fluminense não se tornou campeão da América. Nem mesmo que a disputa de penaltis foi ridícula. Foi uma final impressionante.

 

Enquanto esteve atrás no placar na somatória de gols, o tricolor das Laranjeiras comportou-se como um verdadeiro campeão. Correu muito, procurou o gol, demonstrou muita raça. Thiago Neves fez três gols neste último jogo, acredito que um feito inédito.

 

Deste vez, foram noventa mil que se calaram neste novo Maracanaço. Durante toda a peleja, lembrei de Nelson Rodrigues. Imagino a decepção deste torcedor fanático, que estaria pulando pelas arquibancadas, fumando um cigarro atrás do outro, cutucando seu filho que estaria tão nervoso quanto ele. Mas não lembrei dele por causa de sua paixão. Fiquei a imaginar o que escreveria após tal partida.

 

Não acompanhei todos os jogos do Fluminense nesta Taça Libertadores da América. Assisti à vitória gloriosa sobre o tricolor paulista e acompanhei sua batalha contra o Boca Juniors. Foi o melhor time na primeira fase da competição. Mas nem sempre o futebol é justo. E não vou entrar no assunto referente ao árbitro, pois errou para os dois lados.

 

Nelson seria enfático ao falar do heroismo dos jogadores, que reverteram um placar adverso trazido do Equador. Olharia as arquibancadas balançar e anotaria em qualquer lugar as impressões do momento. Esta foi a noite em que estivemos sob “a sombra das chuteiras imortais”, pois é isso que se tornaram. Mesmo o sistema defensivo do time, que no primeiro tempo cometeu diversos erros, mostrou sua garra. Após cometerem erros, conseguiam se safar utilizando um golpe a mais de força muscular.

 

O sentimento de perda e derrota deve ser grande. Os torcedores do tricolor carioca podem até se revoltar. Mas não deveriam. É frustrante, ainda mais após a reversão do placar. Acabem com esta bobagem. Apenas um time pode ganhar. Infelizmente não foi o Flu. Mas louvemos seu esforço, seu batalha, sua perseverança. Gostaria de lembrar que, se a regra não fosse tão estapafurdia, o campeão seriam os brasileiros, por terem feito mais gols na casa do adversário. Mas apenas no jogo final isso não conta.

 

Confesso que nunca fui de torcer para times brasileiros na Libertadores. Essa baboseira do Galvão Bueno dizendo: “Tal time é o Brasil na Libertadores!” eu não compro. Obviamente nunca torci para o São Paulo, nem mesmo para o Palmeiras. E tampouco para o Vasco ou Cruzeiro. Digamos que torci um pouquinho para o Internacional, quando venceu o São Paulo. Mas pelo Fluminense eu sofri. Soquei o que estava por perto, soltava gritos engasgados quando uma bola passava perto do gol (inclusive a bola na trave que o Dodô acertou). Eu ia finalizar o texto dizendo que o Fluminense poderia dizer que hoje sofreu como se fosse o Corinthians. Mas, na verdade, o Corinthians que tome cuidado. Pois se for para mensurar o grau de sofrimento, e o Fluminense continuar assim, o torcedor deles que terá que cantar: “Carioca, fluminense e sofredor. Graças a Deus!”

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3 comentários sobre “O Fluminense não merecia perder

  1. Fala meu amigo!

    Foi mesmo uma decisão muito legal, ainda mais para o meu time LDU (Liga Dos Urubus), acabou com a empáfia dos torcedores tricolores num Maracanã ou “Maracanazo” lotado!

    Intelectuais chatos, que contam com figuras como Jô Soares, Pedro Bial, Nelson Rodrigues, Chico Buarque, Dado Vila Lobos, Toni Platão! E ainda o Lulu Santos disse que é uma torcida cheirosa!

    Vivem de mitos e lendas! Quando perde é o Sobrenatural do Almeida! Converse com um tricolor (o carioca)! Se intitulam único do país, o resto são times de três cores. São da paz é verdade! Não fazem tanto barulho! Além de serem poucos ( em comparação ao Mengão), são ricos e bem criados!

    Minha família toda é tricolor a começar pela minha mãe (que não é rica), que no caso dela só vale a carteirinha, mas ela não se enquadra neste hall de torcedores chatos. Até casei com uma tricolor (paulista é verdade).

    Aqui no Rio são todos contra o Flamengo. Nos chamam de molambos, ladrões e fedorentos, assim como o seu Timão.

    Um tempo atrás, torcia pelo o país, depois até para levantar a bola da minha cidade (carente de glórias) cheguei até ficar à favor de alguns times daqui, sem contar que estou rodeado de todos o lados, tenho 30 anos de Rio e 20 de São Paulo, completos ano que vêm. Não consigo tomar partido de ninguém. Estamos todos numa guerra de egos, e como não podemos esquecer, somos um país de gozações. Aprendemos e vivemos disto! A Beth Carvalho uma vez falou que isso era a resistência do povo sofrido. Pois é! É isso! O Fluminense é sofrido! E quando fomos eliminados pelo Cabanas?

    Você não imagina a gozação!

    Agora agüenta!!!!!!! Na PAZ!!!!

    MENGOOOOOO!!!!!!!!

    Um abraço,

    André

  2. ha huguinho, vc torce para que time?? sempre achei que você fosse palmeirense hahah
    Eu também torci pelo Fluminense, fiquei triste por eles, jogaram com muita garra. não acompanhei o campeonato, como diria minha mãe o que importa é o jogo final hahaha

    mas tudo bem…ano que vem é palmeiras!! Palmeeeeiiiras!!!!!!

  3. Bom,

    Eu vi o jogo, e me surpreendi… Não com o estádio lotado, com a arbitragem, nem com a LDU.

    Não gostei da postura covarde do Flu. Meu Deus, jogando em casa, precisando do resultado, o time jogou de maneira excessivamente defensiva. Tomou um gol, levou uma chacoalhada, melhorou e foi pra cima.

    Quando fez seu terceiro gol, aos 12′ do segundo tempo, a equipe simplesmente PAROU… Washington estava lacônico no jogo…
    Sinceramente era pro Flu ter ENGOLIDO o frágil time da LDU, depois do terceiro gol, era pra ter buscado o 4º, 5º… Isso sim é querer ser campeão.

    A entrada do Dodô e a saída do Gabriel prejudicaram a equipe, isso é fato.

    Algo que me chamou a atenção foi a opinião de amigos que foram ao Maraca. Comentaram que após o gol que levaria o jogo para a prorrogação, a torcida simplesmente parou de gritar, com uma sensação de alívio. Realmente, as únicas torcidas que gritam o tempo todo, incentivando independente do resultado, são as do Corinthians, do Flamengo e do Grêmio.

    Faltou espírito de campeão pro time. E, na minha opinião, pra isso falta um zagueiro “pé de boi”, daqueles formados na escola gaúcha de futebol, grosso, durão e xerife da defesa, pra gritar, dar bronca e arrumar o posicionamento do pessoal em campo. TODO time campeão da Libertadores tinha um jogador assim, pra mandar na defesa e no meio campo, bater quando é necessário, intimidar e etc. O chamado jogador “copeiro”. O Fluminense tinha um que, uma década atrás, era assim, mas agora ocupa a vaga de técnico, e não tem a competência necessária para passar essa ambição ao time.

    A partida decisiva me deu a impressão de que o espírito da equipe era equivalente ao de Renato Gaúcho na primeira partida, quando aos 30′ do segundo tempo ele mandou o time recuar e esperar.

    Não vou comentar que ele também falou demais essa semana, achou que o jogo estaria ganho e pra mim ELE entrou de salto alto. Arrogante ao extremo.

    Ah, e ao amigo André, que comentou logo acima sobre alguns intelectuais que estavam no estádio: O dia que Pedro Bial for considerado um “intelectual” eu nunca mais assisto televisão… rs.

    Abraços a todos,

    Adriano Bird.

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