Videoclipe ultraviolento abala os “coitadinhos” dos europeus

Fiquei sabendo de um videoclipe que foi proibido em grande parte da Europa e que tem causado grande polêmica devido ao alto grau de violência contido nele. Chamou minha atenção pelo fato de tentarem traçar um parelelo com obras cinematográficas que trabalhavam a banalização da violência, como “Laranja mecânica” ou “Violência gratuita”.

O clipe da música Stress, da dupla francesa “Justice”, causou um alvoroço. As televisões européias proibiram sua exibição, intelectuais opinaram e até chegaram a comparar com preceitos nazistas. CREDO! Resolvi que ia assistir ao clipe e colocar aqui a minha singela opinião a respeito. Ao mesmo tempo, para aqueles que ‘tiverem estômago’, dou a oportunidade de assistirem e emitiram suas próprias opiniões.

Sou contrário às sanções e a esta hipocrisia que alguns chamam de censura. Não digo que sou a favor do caos e da falta de controle, mas acho que as pessoas ficam sedentas para encontrar algum bode expiatório e descarregar sua ânsia pela moralidade – que está represada nesta impotência da sociedade frente às mazelas dela própria – no primeiro que aparecer.

Na minha visão, o videoclipe é bem pesado, realista, mas não é censurável. Aborda um tema atual, que transita entre a violência (tema mais direto), a exclusão social, a revolta e, por que não, a própria impotência. Não venham me falar que as criancinhas assistirão a este clipe e começarão a socar os cidadãos e incendiar a cidade. Estas atitudes não surgem por estes motivos e, sim, como resultado de um conjunto de problemas dentro da sociedade somados a uma tendência à sociopatia. Por que estas mesmas televisões que censuraram o videoclipe não deixam de exibir matérias a respeito da Guerra do Iraque, a respeito das guerras civis na África (apesar de que isso precisava maior divulgação), ou sobre crimes dantescos que ocorrem nos países de sua comunidade (temos alguns exemplos austríacos para começar, não é?).

Há formas e formas de criticar a conjuntura de sua sociedade. Você pode fazer críticas construtivas e apontar soluções, pode reclamar o tempo todo e ficar dentro de casa abraçado ao seu travesseiro ou pode ir diretamente ao ponto e encravar na carne a reprodução (ou reconstituição) da dura verdade de uma realidade que nem sempre estamos em contato mas que está lá, do lado de fora.

Abram os olhos e pensem melhor quem vocês devem censurar.

Veja o videoclipe, mas cuidado: realmente é duro.

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2 comentários em “Videoclipe ultraviolento abala os “coitadinhos” dos europeus

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  1. Nice one!

    Concordo com seu parágrafo quando diz das formas de se criticar uma sociedade. Não preciso assistir ao videoclipe para concordar, contudo fiquei interessado e vou assistir. Depois disso, darei minha opinião.
    Um abraço Hugo.
    Denis!

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