Até quando?

Ontem ocorreu um acidente gravíssimo na Rua dos Trilhos, na Zona Leste da cidade de São Paulo. Havia seis jovens dentro do carro que se estraçalhou no poste. Três morreram na hora, outro morreu um pouco depois. Dois estão internados, sendo que um em estado muito grave. Jovens na faixa dos 19 anos.

Quem é jovem (ou já foi jovem) sabe que somos inconseqüentes nesta idade. Achamos que podemos tudo e que nada nos acontecerá. Nestes momentos, dizemos que “essa conversa de que é perigoso é para os fracos!” Até o dia em que a desgraça acontece. Sorte daqueles que têm uma segunda chance. Muitas vezes, no primeiro vacilo, a vida, que é tão frágil, se esvai. Pode ser um acidente de trânsito. Pode ser um assalto. Pode ser a bebida. Podem ser estes fatores combinados de alguma maneira.

Difícil conscientizar o jovem de que deve ser mais prudente. Aqueles que são mais prudentes sempre são tachados de “chatos”. Bem, é melhor avaliar o que vale mais a pena. Claro que as fatalidades são inevitáveis, pois até os prudentes sofrem acidentes (enfim, a própria palavra já define que não é intencional). Mas tenha certeza que não são os prudentes e responsáveis os que mais passam por estas situações.

Nestas horas, devemos pensar em nossas famílias, em nossos amigos. Por um momento de adrenalina, colocar em risco toda uma existência, um histórico, o bem-estar dos familiares. Pois não se esqueçam: o maior problema não é para quem morre, o maior problema é para quem fica. Se nós formos irresponsáveis, depois há outros que pagarão com sofrimento devido a nossos atos.

Fico triste por ter visto outro acidente fatal pela cidade. Sei que há muitos, diários, com motoqueiros, motoristas, atropelamentos e capotagens. Vamos torcer para que as pessoas coloquem a mão na cabeça e valorizem um pouco mais as coisas certas da vida.

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4 comentários em “Até quando?

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  1. Hugo,

    Essa é a realidade da cidade grande. Fico satisfeito em saber de que reconhece a constante preocupação com nossos filhos na vida, principalmente, noturna, dessa megalópolis.

  2. Gostei desse post Hugo. Posso até ser imprudente, mas para algumas coisas eu penso assim, não no caso de bebidas e drogas, jogos e rachas… não faz parte de mim, porém a sensação de indestrutibilidade às vezes é inevitável. Sua análise contudo é muito importante.
    Good one.

    Denis Vinny!

  3. Concordo com você, Hugo. Muitas vezes, a melhor maneira de botar a mão da consciência é pensar naqueles que nos amam e nos querem bem. Mas um dia eu salto de pára-quedas! :-) Mas, na verdade, é sempre uma questão de equilibrar as possibilidades e a responsabilidade. Parabéns pela reflexão.
    Abraços,
    Fred

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