Metáfora para o nascimento da democracia

Trecho do livro “Um homem: Klaus Klump”, de Gonçalo M. Tavares.

“A democracia instala-se no país como uma borracha que se vai derretendo lentamente até preencher por completo a superfície de um compartimento. Mas a democracia é a instalação da cobardia mútua, e tal sistema não parte nunca de uma vontade forte, de uma intenção original; pelo contrário: é consequência de uma matéria que derreteu. Não é um sistema político de material primário. É o fogo que a faz: à democracia. É o excesso de calor, o calor já não suportável que impõe a trégua da calma. E será depois o frio prolongado a reatar de novo a matéria principal, a Força primeira. A democracia é um efeito da perda de Força de um conjunto de homens. É um ganho de fraqueza global.”

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2 comentários em “Metáfora para o nascimento da democracia

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  1. Hey, Hugo!!
    Finalmente parei para ler direito este blog que promete muito. Espero que, ao contrário da idéia de democracia de Gonçalo Tavares, este não derreta com o tempo. E já começou tão intenso quanto o saque da seleção de vôlei dos EUA!!
    Ah! Boa indicacão de dança, hein! E blogs tbm! Quem sabe eu não volto a movimentar a centelha.
    Abraçosss!

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