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	<title>A Lamparina</title>
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	<description>A luz das idéias não se encontra apenas no conhecimento, mas nos porões daquelas mentes que voltam a si e refletem a própria existência</description>
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		<title>A Lamparina</title>
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		<title>Ao aspirante a roteirista</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Nov 2009 02:28:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hugo Harris</dc:creator>
				<category><![CDATA[Textos sobre Cinema]]></category>

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		<description><![CDATA[Abaixo, está um trecho retirado do livro &#8220;Criação de curta-metragem em vídeo digital&#8220;, de Alex Moletta (Editora Summus, 2009) &#8211; pág. 39 e 40. Queria compartilhar com vocês, pois me identifiquei com as indicações e acho que é uma reflexão interessante para aqueles que são da área. Aqueles que já estiveram em minhas aulas talvez [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=hugoharris.wordpress.com&blog=2835555&post=307&subd=hugoharris&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Abaixo, está um trecho retirado do livro &#8220;<strong>Criação de curta-metragem em vídeo digital</strong>&#8220;, de Alex Moletta (Editora Summus, 2009) &#8211; pág. 39 e 40. Queria compartilhar com vocês, pois me identifiquei com as indicações e acho que é uma reflexão interessante para aqueles que são da área. Aqueles que já estiveram em minhas aulas talvez reconheçam algumas coisas ditas.</p>
<p><strong><em>AO ASPIRANTE A ROTEIRISTA</em></strong></p>
<p>Vou resumir aqui o que aprendi com professores e orientadores. São dicas importantíssimas para quem pretende se dedicar a contar histórias por meio da linguagem escrita.</p>
<p>Os dois elementos principais do processo da criação artística são o questionamento e o conhecimento. Acredito que daí nasça o desejo de conhecer algo mais profundamente. Quando somos arrebatados por um fato ou fenômeno, nossa intuição nos faz perguntar imediatamente: &#8216; Por que isso aconteceu dessa forma e não de outra?&#8217; Tal pergunta nos impele a buscar uma resposta que dê sentido a essa experiência misteriosa que é a vida. Um roteirista necessita conhecer o ser humano – inclusive moral e espiritualmente – para falar dele em suas histórias.</p>
<p>Em primeiro lugar, se você pretende escrever roteiros, precisa ler e escrever muito, mas sobretudo assistir a filmes de todos os tipos. Não há filme tão ruim que não possa ensinar algo, mesmo que seja como não fazer filmes. Assista a curtas-metragens, seja em película ou em vídeo, leia roteiros, depois leia mais roteiros e assista a mais filmes. É necessário conhecer dramaturgia e literatura, ler os clássicos, aprender sobre mitologia e culturas universais, contos e lendas regionais, se interessar por filosofia e sociologia, frequentar cursos, oficinas e workshops de roteiro, conversar com outros roteiristas, ler livros sobre criação de roteiro e cinema, buscar informações sobre processos de criação literária, estudar outras vertentes da arte – como pintura, música, dança, teatro. É preciso alimentar-se culturalmente. Paulo Francis escreveu um texto muito interessante chamado &#8216;Um guia para se ter cultura&#8217;, disponível em qualquer site de busca da internet. Nele, o jornalista cita uma bibliografia básica que permite a qualquer um compreender a aventura da humanidade.</p>
<p>Digo isso porque se um roteirista tem uma ideia genial, que acredita ser original e revolucionária, com quase toda certeza já existe um filme, uma peça teatral ou um romance tratando do mesmo assunto com muito mais propriedade. Isso não quer dizer que o roteirista não possa ser original, mas sua originalidade está em sua visão de mundo, na forma como vê as coisas acontecendo.</p>
<p>Tudo isso é importante para que você descubra a <em>sua </em>forma de criar roteiros e estruturar histórias e personagens. Ninguém vai lhe ensinar esse processo. Você terá de aprender sozinho, encarando o papel ou a tela do computador. Portanto, nunca se contente. Busque uma formação adequada para se tornar um bom contador de histórias – seja num curso de graduação em cinema ou não.</p>
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		<title>Gana de viver</title>
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		<pubDate>Tue, 25 Aug 2009 15:31:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hugo Harris</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Textos sobre Televisão]]></category>

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		<description><![CDATA[Ontem assisti a uma excelente entrevista no Programa do Jô, da Rede Globo de Televisão.
Eduardo Marafanti esteve lá para contar sua luta contra a leucemia mieloide crônica.
A maior importância da entrevista está na função público-informativa. Porém, cabe uma reflexão a respeito da emoção do Jô Soares. Não se trata apenas de uma emoção pela bela [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=hugoharris.wordpress.com&blog=2835555&post=305&subd=hugoharris&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Ontem assisti a uma excelente entrevista no Programa do Jô, da Rede Globo de Televisão.</p>
<p>Eduardo Marafanti esteve lá para contar sua luta contra a leucemia mieloide crônica.</p>
<p>A maior importância da entrevista está na função público-informativa. Porém, cabe uma reflexão a respeito da emoção do Jô Soares. Não se trata apenas de uma emoção pela bela história contada, mas também pelo fato do apresentador perceber que a entrevista que havia feito com este mesmo homem há dez anos surtiu um efeito tão benéfico a pacientes de todo o Brasil. Não há recompensa maior para a realização do seu próprio trabalho.</p>
<p>Assista abaixo, em três partes, à entrevista.</p>
<p><strong>Parte 01</strong></p>
<p><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://hugoharris.wordpress.com/2009/08/25/gana-de-viver/"><img src="http://img.youtube.com/vi/2NgCNMgfQLI/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<p><strong>Parte 02</strong></p>
<p><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://hugoharris.wordpress.com/2009/08/25/gana-de-viver/"><img src="http://img.youtube.com/vi/0ZSEFYaygQw/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<p><strong>Parte 03</strong></p>
<p><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://hugoharris.wordpress.com/2009/08/25/gana-de-viver/"><img src="http://img.youtube.com/vi/eJ4DaLRD4PI/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<p>Que esta entrevista sirva de ânimo e esperança para todos aqueles que sofrem desta doença. Com a minha torcida&#8230;</p>
<p>Para aqueles que se interessarem, entrem no site da <strong>ABRALE </strong>- Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia: http://www.abrale.org.br/</p>
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		<title>A TROCA &#8211; mais uma amostra da sensibilidade de um &#8220;machão&#8221;</title>
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		<pubDate>Mon, 25 May 2009 07:46:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hugo Harris</dc:creator>
				<category><![CDATA[Textos sobre Cinema]]></category>

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		<description><![CDATA[Acabo de assistir ao filme “A troca” (Changeling), e inevitavelmente recorro a um hábito: questionar-me com quais palavras posso – ou devo – definir Clint Eastwood. Já se passou a época em que o preconceito pelo trabalho de direção cinematográfica por parte de um ator fosse maior do que a atenção por seu talento. Este [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=hugoharris.wordpress.com&blog=2835555&post=300&subd=hugoharris&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Acabo de assistir ao filme “<strong>A troca</strong>” (Changeling), e inevitavelmente recorro a um hábito: questionar-me com quais palavras posso – ou devo – definir Clint Eastwood. Já se passou a época em que o preconceito pelo trabalho de direção cinematográfica por parte de um ator fosse maior do que a atenção por seu talento. Este é um cineasta realmente nascido da experiência frente às câmeras, na poeira do <em>set</em> de filmagem, pela curiosidade quanto à narrativa e pela sensibilidade.</p>
<p>Como mudar o olhar sobre um homem que possui o estigma do “durão” devido aos papéis que sempre interpretou? Os pistoleiros de “Três homens em conflito” ou “Por um punhado de dólares”, ou o detetive Harry Callahan, da série Dirty Harry, ao até mesmo o sargento de “O destemido senhor da guerra” ou prisioneiro de “Alcatraz – fuga impossível”. Basta um olhar mais atento àquilo que produziu como diretor nos últimos trinta anos.</p>
<p>Não é necessário passar por cada obra, mas basta a menção de algumas para notarmos o quão eclético é este americano de quase 79 anos (que serão completados no próximo dia 31 de maio). “As pontes de Madison”, com seus silêncios e delicados toques, e a sensualidade de uma Meryl Streep metamorfoseada numa dona de casa interiorana que experimenta o verdadeiro amor e pulsão sexual pela primeira vez na vida quando um estranho surge à sua porta num primeiro momento apenas para pedir informações. Em “Os Imperdoáveis”, Clint visita seu gênero de origem, construindo um faroeste épico, porém pleno também pela presença de um herói complexo que mistura certa fragilidade (que não deve ser confundida com uma gratuita sensibilidade “frouxa”) com uma explosão de agressividade quanto seus demônios internos são acordados. Também não pode ser esquecida a dor intensa do personagem de Sean Penn em “Sobre meninos e lobos” e sua cruel vingança. Apenas para constar, outros também fazem parte da galeria de seus grandes filmes, como “Menina de ouro”, &#8220;Bird&#8221;, “Cartas de Iwo Jima”, “Meia-noite no jardim do bem e do mal” e até mesmo o subestimado “Poder absoluto”.</p>
<p>De certa forma, Clint faz um contraponto entre os acontecimentos e as atitudes do personagem de Sean Penn no citado “Sobre meninos e lobos” e o de Angelina Jolie em <strong>A troca</strong>. Ambos sofrem com a perda de um ente querido, porém a relação com esta perda e a intensidade de sua busca possui pesos contrastantes. A grande diferença está na certeza que Penn tem ao ver o corpo de sua filha barbaramente assassinada, enquanto em <strong>A troca</strong> o que paira durante grande parte de sua duração é a tortura da dúvida. E o que se torna a nossa tortura é saber desde o início que trata-se de uma história real.</p>
<p>Christine Collins é uma supervisora de telefonia na Los Angeles pré-Depressão que certo dia tem seu filho desaparecido. A partir deste dia, começa uma busca que dura cinco meses, até que recebe uma visita da corrupta polícia da cidade dizendo que encontrara a criança de nove anos. No momento em que a mãe coloca os olhos na criança, percebe que não é o seu filho. Convencida de que algo terrivelmente errado ocorrera e que isso apenas prejudicaria a real busca pelo seu filho ainda desaparecido, Christine não se cala. Uma cadeia de eventos se sucedem, aumentando o drama da personagem e trazendo novos elementos para conhecimento do espectador.</p>
<p>Clint Eastwood constrói a história aos poucos, respeitando o ritmo dos acontecimentos, sem atropelar informações, mas criando as elipses necessárias para que a narrativa evolua. A trilha sonora (escrita pelo próprio Clint Eastwood) pontua a trama com uma melodia minimalista e delicada. Esta delicadeza já é algo notório no trabalho do diretor, desde forma macro, ao analisarmos o conjunto de sua obra, como ao termos a possibilidade de assistir a qualquer making of de seus filmes. Apesar de ser alguém com muita energia, Clint sabe que não deve exagerar na intensidade ao trabalhar os atores. É conhecido por não gritar “Ação!” no momento de rodar uma cena, mas dizer suavemente algo como “Quando estiver pronto, pode começar”. Isso não exaspera o ator e deixa-o livre para fluir a personagem. Grandes atores já foram comandados por ele e obtiveram grandes performances, sendo que alguns podem ser citados como vencedores de diversos prêmios de interpretação, como Forest Whitaker (em &#8220;Bird&#8221;), Gene Hackman (em “Os imperdoáveis”), Sean Penn e Tim Robbins (em “Sobre meninos e lobos”), Hilary Swank e Morgan Freeman (por “Menina de ouro”). E este ano que passou quase se tornou o de Angelina Jolie, a qual brinca que apenas aceitará fazer filmes se estes forem dirigidos por Clint.</p>
<p>Assim, trago a indicação deste filme duro, intenso e ao mesmo tempo delicado, o qual nos aponta mais uma história bem contada deste que se torna cada dia mais um dos grandes cineastas norte-americanos. Continuarei a me questionar a respeito de quais palavras devo utilizar para definir Clint Eastwood, mas acredito cada vez mais que é melhor juntá-las todas, sem buscar um rótulo, mas preocupado em demonstrar um pouco do que suas histórias trazem para mim.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://farm4.static.flickr.com/3032/2888836572_3a78e6f076.jpg?v=0" alt="" width="337" height="500" /></p>
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		<title>Agora falem de Ronaldo</title>
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		<pubDate>Sun, 19 Apr 2009 21:07:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hugo Harris</dc:creator>
				<category><![CDATA[Textos sobre Esporte]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando disseram que o Corinthians tinha contratado o jogador Ronaldo, muitas críticas e gozações ocorreram.
Em especial, os torcedores do São Paulo riam e menosprezavam, dizendo que estávamos contratando um “morto”, “jogador em fim de carreira”.
Sem dúvida, Ronaldo estava muito gordo. Hoje, ainda está gordo, mas&#8230;
Nada como muito treino e dedicação.
Ronaldo simplesmente acabou com o São [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=hugoharris.wordpress.com&blog=2835555&post=297&subd=hugoharris&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Quando disseram que o Corinthians tinha contratado o jogador Ronaldo, muitas críticas e gozações ocorreram.</p>
<p>Em especial, os torcedores do São Paulo riam e menosprezavam, dizendo que estávamos contratando um “morto”, “jogador em fim de carreira”.</p>
<p>Sem dúvida, Ronaldo estava muito gordo. Hoje, ainda está gordo, mas&#8230;</p>
<p>Nada como muito treino e dedicação.</p>
<p>Ronaldo simplesmente acabou com o São Paulo neste que foi o segundo jogo da semifinal do Campeonato Paulista.</p>
<p>O time do São Paulo deixou mais de metade de seu grupo titular descansando quando durante a semana foram para a Colômbia jogar partida pela Taça Libertadores da América. Isso mostra o valor que davam ao Paulistão (que o cartola-anão-vereador doutor Marco Aurélio da Cunha chamou de “Paulistinha”, talvez com o intuito de menosprezar a conquista que algum outro time diferente do São Paulo porventura viesse a ganhar).</p>
<p>Da mesma forma, o São Paulo não conseguiu segurar o Corinthians. Mano Menezes continuou o seu esquema extremamente eficiente na defesa, e o time alvinegro já mantém vinte e quatro jogos invicto. A taça dos invictos já é do Corinthians, pois estava com o São Paulo pela sequência de vinte e três jogos sem perder. Falta o título.</p>
<p>Agora há o Santos para enfrentar. Um time que estava muito mal durante o campeonato, mas que conseguiu dar a volta por cima depois da chegada de Wagner Mancini. O time da Vila se tornou um escrete fortíssimo, o que promete grandes batalhas na primeira partida (que será em Santos) e a segunda (que, ainda bem, será no Pacaembu). Antecipo os locais de partida confiando nas promessas passadas dos dirigentes, mas há a possibilidade dos dois jogos serem no interior.</p>
<p>Voltando a Ronaldo (“o gordo”), vamos ser corretos. Jogou bem toda a partida, correndo, procurando espaço, infernizando a zaga sãopaulina. Além do passe de quartenta metros que resultou no primeiro gol, fez o segundo. Detalhe: neste segundo gol, Ronaldo (novamente, “o gordo”) ganhou na corrida do zagueiro Renato Silva, que deve ter uns dez anos a menos, tem a perna mais comprida e é bem magrinho.</p>
<p>Agora que eu queria escutar a opiniões daqueles que tanto o picharam,,, ainda mais depois do São Paulo perder duas seguidas do Corinthians, com direito a &#8220;Olé!&#8221; da torcida desde os 35 minutos do segundo tempo.</p>
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		<item>
		<title>James Bond &#8211; uma série que não começou hoje</title>
		<link>http://hugoharris.wordpress.com/2008/11/30/james-bond-uma-serie-que-nao-comecou-hoje/</link>
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		<pubDate>Sun, 30 Nov 2008 13:34:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hugo Harris</dc:creator>
				<category><![CDATA[Textos sobre Cinema]]></category>

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		<description><![CDATA[Acaba de estrear nas telas do cinema brasileiro a mais nova aventura do agente secreto James Bond – Quantum of Solace. Surge mais esta aventura do agente 007 criado por Ian Fleming. Porém, muitos daqueles que vão assistir a este filme e assistiram ao anterior – Cassino Royale – não têm idéia de quantos já [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=hugoharris.wordpress.com&blog=2835555&post=286&subd=hugoharris&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><div class="mceTemp">Acaba de estrear nas telas do cinema brasileiro a mais nova aventura do agente secreto James Bond – Quantum of Solace. Surge mais esta aventura do agente 007 criado por Ian Fleming. Porém, muitos daqueles que vão assistir a este filme e assistiram ao anterior – Cassino Royale – não têm idéia de quantos já precederam a este. Quando notam que são outros vinte filmes (somente conto aqueles que são oficialmente produzidos por Saltzman &amp; Broccoli, sem incluir genéricos como “Nunca mais outra vez”, que é horrível, apesar de ser estrelado por Sean Connery), além destes dois, não se interessam em conhecer, com a desculpa de que são muito antigos, datados ou bregas. Enfim, os filmes do James Bond são todos bregas, com exceção exatamente destes dois últimos estrelados pelo bombadão Daniel Craig, com um estilo claramente inspirado no sucesso da Trilogia Bourne.</div>
<p>Este texto visa guiar o leitor para conhecer (ou não conhecer) alguns filmes anteriores do agente britânico. Há filmes muito bons, assim como outros que são muito ruins. Em alguns deles encontraremos personagens, geralmente vilões, que valem a pena conferir, assim como momentos espetaculares. Dividirei em três categorias, dos melhores filmes (que devem ser assistidos), dos bons e razoáveis (que sugiro que assistam, mas não são tão bons quanto os do item anterior) e dos péssimos (que devem ser evitados). Deixo bem claro que trata-se da minha opinião, o que pode tranqüilamente ser diferente da dos outros. Os filmes foram assistidos praticamente em seqüência, a fim de realmente fazer esta comparação. Desta análise, estão excluídos os dois últimos – Cassino Royale e Quantum of Solace.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><strong>Os melhores</strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><strong><img class="alignright" src="http://www.bruceongames.com/wp-content/uploads/2008/05/goldfinger.jpg" alt="" width="240" height="180" />007 contra o satânico Dr. No (1962)</strong> – os três primeiros filmes da série são praticamente imbatíveis. Estrelados por Sean Connery, desde seu início demonstram a mistura de aventura, sexualidade, mistério e boas histórias. Neste, em especial, há a conhecida aparição da primeira Bondgirl, Ursula Andrews, saindo do mar de biquini.<br />
<strong>Moscou contra 007 (1963)</strong> – continuação da série, mantém o mesmo ritmo do filme anterior, agora envolvendo os vilões da época para os americanos, devido à Guerra Fria.<br />
<strong>007 contra Goldfinger (1964)</strong> – o vilão Goldfinger quer roubar todo o ouro contido no Fort Knox. Enquanto planeja isso, mata suas vítimas cobrindo sua pele completamente por ouro líquido. É auxiliado por um dos mais famosos vilões da série – Oddjob –, sempre munido por sua cartola com lâmina de aço que corta qualquer coisa e que costuma arremessar em direção de seus adversários.<br />
<strong>007 a serviço secreto de Sua Majestade (1969)</strong> – único filme estrelado pelo desconhecido George Lazenby não fica a dever em nada aos outros da série. O ator convence no papel do sedutor agente britânico e enfrente o líder da SPECTRE – Blofeld – interpretado pelo eterno Kojak, Telly Savallas. Sem dizer na importância do filme, visto que é nele que a esposa de Bond é assassinada pelo vilão, fato que marca o psicológico do personagem no decorrer de toda a série.<br />
<img class="alignleft" src="http://loja.tray.com.br/adm/editor/up/101773/anel_scaramanga4.jpg" alt="007 contra o homem da pistola de ouro" width="200" height="284" /><strong>007 contra o homem da pistola de ouro (1974)</strong> – já com Roger Moore no papel, um dos maiores clássicos da série. James Bond precisa encontrar o assassino profissional Scaramanga (Christopher Lee), o qual é conhecido por utilizar uma pistola de ouro. Vive numa ilha cheia de armadilhas, auxiliado pelo tão quanto maquiavélico Nick Nack (interpretado por Hervé Villecheize, o conhecido Tatu da série “A ilha da fantasia”)<br />
<strong>007 O espião que me amava (1977)</strong> – a primeira aparição do melhor vilão da série. “Jaws” é um gigante de quase dois metros e vinte e dentes de aço. Mata as pessoas com suas mordidas. É muito forte e sobrevive a qualquer golpe aparentemente fatal. Parece imbatível, até mesmo para James Bond.<br />
<strong>007 contra o foguete da morte (1979)</strong> – este segundo filme com o vilão “Jaws” não é tão bom, mas classifico aqui por causa de uma das melhores seqüências de ação dos filmes do James Bond: a luta entre Jaws e o agente secreto em cima dos bondinhos do Pão de Açúcar. Imperdível.<br />
<strong>007 O amanhã nunca morre (1997)</strong> – na era da dominação dos meios de Comunicação, surge um vilão midiático interpretado por Jonathan Pryce. É um filme com uma narrativa bem construída, excelentes cenas de ação e Pierce Brosnan no auge de seu charme irlandês.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;"><img class="aligncenter" src="http://www.golobthehumanoid.com/jaws.jpg" alt="" width="438" height="191" /></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:left;"><strong>Os bons e razoáveis</strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;">007 contra a chantagem atômica (1965)<br />
Com 007 só se vive duas vezes (1967)<br />
007 Os diamantes são eternos (1971)<br />
Com 007 viva e deixe morrer (1973)<br />
007 somente para seus olhos (1981)<br />
007 contra Octopussy (1983)<br />
007 marcado para morrer (1987)<br />
007 Permissão para matar (1989)<br />
007 O mundo não é o bastante (1999)</p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><strong>Os péssimos</strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;">007 na mira dos assassinos (1985)<br />
007 contra Goldeneye (1995)<br />
007 Um novo dia para morrer (2002)</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:center;"><span style="font-size:x-small;font-family:Arial;"><img class="aligncenter" src="http://images.quebarato.com.br/photos/big/2/F/9272F_1.jpg" alt="" width="280" height="172" /></span></p>
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		<title>Equally in love</title>
		<link>http://hugoharris.wordpress.com/2008/10/06/equally-in-love/</link>
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		<pubDate>Mon, 06 Oct 2008 23:53:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hugo Harris</dc:creator>
				<category><![CDATA[Homenagem]]></category>

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		<description><![CDATA[Há pessoas e situações que ocorrem em nossas vidas que nem sempre temos palavras para agradecer. Surgem súbitas e emergem diretamente para nossos corações. Mudam nosso cotidiano com sua doçura e seu jeito único.
Os afortunados que passam por esta experiência nem sempre podem retribuir, mas ao menos podem expor uma singela homenagem ao som dos Beatles.

Posted [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=hugoharris.wordpress.com&blog=2835555&post=278&subd=hugoharris&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Há pessoas e situações que ocorrem em nossas vidas que nem sempre temos palavras para agradecer. Surgem súbitas e emergem diretamente para nossos corações. Mudam nosso cotidiano com sua doçura e seu jeito único.</p>
<p>Os afortunados que passam por esta experiência nem sempre podem retribuir, mas ao menos podem expor uma singela homenagem ao som dos Beatles.</p>
<p><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://hugoharris.wordpress.com/2008/10/06/equally-in-love/"><img src="http://img.youtube.com/vi/4k4PBNWUQEo/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
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	</item>
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		<title>Catseries &#8211; O gato migrante</title>
		<link>http://hugoharris.wordpress.com/2008/10/06/catseries-o-gato-migrante/</link>
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		<pubDate>Mon, 06 Oct 2008 22:13:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hugo Harris</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gatos]]></category>

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		<description><![CDATA[Após quase oito meses, retomo a história deste quarteto fantástico, com o relato a respeito do último integrante do grupo: Thomas Severino.
Vocês devem se questionar de onde foi retirado um nome tão peculiar. E é aí que iniciamos o relato.
Após adotar os três outros integrantes do quarteto, meu pai fez “uma encomenda” à veterinária: se [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=hugoharris.wordpress.com&blog=2835555&post=269&subd=hugoharris&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><a href="http://hugoharris.files.wordpress.com/2008/10/102-060506.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-270" src="http://hugoharris.files.wordpress.com/2008/10/102-060506.jpg?w=240&#038;h=180" alt="" width="240" height="180" /></a>Após quase oito meses, retomo a história deste quarteto fantástico, com o relato a respeito do último integrante do grupo: Thomas Severino.</p>
<p>Vocês devem se questionar de onde foi retirado um nome tão peculiar. E é aí que iniciamos o relato.</p>
<p>Após adotar os três outros integrantes do quarteto, meu pai fez “uma encomenda” à veterinária: se aparecesse algum gato com certas características, era para avisá-lo. Tinha que ser aquele gato conhecido como “musa”, rajado em sua pelagem, marrom e preto. Parece um gato selvagem.</p>
<p>Não demorou muito para recebermos o aviso de que havia um felino com estas características a nosso aguardo. Porém, não tinha o mesmo histórico dos outros. Esse era maior, já com alguns meses de vida.</p>
<p>De acordo com o relato de quem entregou o bichano para a veterinária, foi quando um caminhão parou que ele saiu correndo de debaixo de sua carroceria. Estava sobre sua suspensão, ou qualquer outro aparato que o tenha sustentado de pé durante a viagem. Quando a mulher foi questionar o motorista, este ficou assustado: “Mas eu vim direto da Bahia, sem parar nem um minuto. Somente parei agora.” O gato havia embarcado sob a boleia do caminhão e enfrentado uma viagem longa, com o pó a bater-lhe nos olhos pequeninos e o calor do motor a chamuscar seus pêlos.</p>
<p>Assim, fomos contatados e o gato, já batizado de Severino devido às suas raízes, ganhou um novo nome em homenagem ao “Tom” dos desenhos animados, colega do rato Jerry. O coitado tinha os olhos extremamente irritados e inflamados devido à viagem. Não teve como colocar óculos protetores, nem mesmo arriscar um espaço ao lado do caminhoneiro, pois o risco de ser enxotado seria enorme.</p>
<div class="mceTemp">A recuperação foi demorada, à base de muito colírio, algumas unhadas e até uma ou outra mordida. Foi a única vez que mordeu alguém de casa. Segurei suas quatro patas para tentar aplicar o remédio nos olhos, mas o gato selvagem não gosta de ser seguro então reage plenamente. Este, que já entendia estar num novo lar, amparado por nós, lutou contra seu instinto de me morder e, quando voltou os dentes para meus dedos, percebi que titubeou para realizar a ação. Mesmo assim, acabou efetuando o dolorido contra-ataque. Mas foi devidamente perdoado, sem mágoas.</div>
<div id="attachment_271" class="wp-caption alignright" style="width: 250px"><a href="http://hugoharris.files.wordpress.com/2008/10/185.jpg"><img class="size-medium wp-image-271 " src="http://hugoharris.files.wordpress.com/2008/10/185.jpg?w=240&#038;h=180" alt="Thomas Severino junto a seu melhor amigo" width="240" height="180" /></a><p class="wp-caption-text">Thomas Severino junto a seu melhor amigo</p></div>
<p>É um gato mais arisco que os outros três. Possui uma personalidade própria, a qual não lhe permite confraternizar tanto com seus pares. Enquanto os três dormem juntos, enrolados numa única bolota de pêlo, Thomas Severino fica numa cadeira afastada, esparramado a observar os acontecimentos.</p>
<div class="mceTemp">Com o tempo, o migrante que sentia-se fora de seu território reconhecera a casa que o acolheu. Hoje busca carinho de seus donos, correndo em sua direção e atirando-se ao chão, mostrando a barriga malhada, como a de um puma. Tem uma tara especial por chinelos, os quais agarra com toda força quando estão próximos a ele.</div>
<p>Como dito no passado, cada integrante do Quarteto Fantástico possui suas habilidades e características únicas. Com este relato acima, termina o perfil dos atuais felinos que habitam a nosso lar.</p>
<p><a href="http://hugoharris.files.wordpress.com/2008/10/255.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-272" src="http://hugoharris.files.wordpress.com/2008/10/255.jpg?w=450&#038;h=337" alt="" width="450" height="337" /></a></p>
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		</media:content>

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	</item>
		<item>
		<title>Saramago &#8211; trecho de seu novo livro</title>
		<link>http://hugoharris.wordpress.com/2008/09/18/saramago-trecho-de-seu-novo-livro/</link>
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		<pubDate>Thu, 18 Sep 2008 11:52:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hugo Harris</dc:creator>
				<category><![CDATA[Textos sobre Literatura]]></category>

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		<description><![CDATA[Será lançado em breve o novo livro do escritor português José Saramago. Chama-se &#8220;A viagem do elefante&#8221;, que conta a história do paquiderme Salomão que percorre metade da Europa no século XVI. Abaixo, coloco trecho do livro disponível no site do escritor. Quem quiser ver mais, acesse http://www.josesaramago.org.
&#8220;Não há vento, porém a névoa parece mover-se [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=hugoharris.wordpress.com&blog=2835555&post=265&subd=hugoharris&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Será lançado em breve o novo livro do escritor português José Saramago. Chama-se &#8220;A viagem do elefante&#8221;, que conta a história do paquiderme Salomão que percorre metade da Europa no século XVI. Abaixo, coloco trecho do livro disponível no site do escritor. Quem quiser ver mais, acesse <a href="http://www.josesaramago.org">http://www.josesaramago.org</a>.</p>
<p><em>&#8220;Não há vento, porém a névoa parece mover-se em lentos turbilhões como se o próprio bóreas, em pessoa, a estivesse soprando desde o mais recôndito norte e dos gelos eternos. O que não está bem, confessemo-lo, é que, em situação tão delicada como esta, alguém se tenha posto aqui a puxar o lustro à prosa para sacar alguns reflexos poéticos sem pinta de originalidade. A esta hora os companheiros da caravana já deram com certeza pela falta do ausente, dois deles declararam-se voluntários para voltar atrás e salvar o desditoso náufrago, e isso seria muito de agradecer se não fosse a fama de poltrão que o iria acompanhar para o resto da vida, Imaginem, diria a voz pública, o tipo ali sentado, à espera de que aparecesse alguém a salvá-lo, há gente que não tem vergonha nenhuma. É verdade que tinha estado sentado, mas agora já se levantou e deu corajosamente o primeiro passo, a perna direita adiante, para esconjurar os malefícios do destino e dos seus poderosos aliados, a sorte e o acaso, a perna esquerda de repente duvidosa, e o caso não era para menos, pois o chão deixara de poder ver-se, como se uma nova maré de nevoeiro tivesse começado a subir. Ao terceiro passo já não consegue nem sequer ver as suas próprias mãos estendidas à frente, como para proteger o nariz do choque contra uma porta inesperada. Foi então que uma outra ideia se lhe apresentou, a de que o caminho fizesse curvas para um lado ou para o outro, e que o rumo que tomara, uma linha que não queria apenas ser recta, uma linha que queria também manter-se constante nessa direcção, acabasse por conduzi-lo a páramos onde a perdição do seu ser, tanto da alma como do corpo, estaria assegurada, neste último caso com consequências imediatas. E tudo isto, ó sorte mofina, sem um cão para lhe enxugar as lágrimas quando o grande momento chegasse. Ainda pensou em voltar para trás, pedir abrigo na aldeia até que o banco de nevoeiro se desfizesse por si mesmo, mas, perdido o sentido de orientação, confundidos os pontos cardeais como se estivesse num qualquer espaço exterior de que nada soubesse, não achou melhor resposta que sentar-se outra vez no chão e esperar que o destino, a casualidade, a sorte, qualquer deles ou todos juntos, trouxessem os abnegados voluntários ao minúsculo palmo de terra em que se encontrava, como uma ilha no mar oceano, sem comunicações. Com mais propriedade, uma agulha em palheiro. Ao cabo de três minutos, dormia. Estranho animal é este bicho homem, tão capaz de tremendas insónias por causa de uma insignificância como de dormir à perna solta na véspera da batalha. Assim sucedeu. Ferrou no sono, e é de crer que ainda hoje estaria a dormir se salomão não tivesse soltado, de repente, em qualquer parte do nevoeiro, um barrito atroador cujos ecos deveriam ter chegado às distantes margens do ganges. Aturdido pelo brusco despertar, não conseguiu discernir em que direcção poderia estar o emissor sonoro que decidira salvá-lo de um enregelamento fatal, ou pior ainda, de ser devorado pelos lobos, porque isto é terra de lobos, e um homem sozinho e desarmado não tem salvação ante uma alcateia ou um simples exemplar da espécie. A segunda chamada de salomão foi mais potente ainda que a primeira, começou por uma espécie de gorgolejo surdo nos abismos da garganta, como um rufar de tambores, a que imediatamente se sucedeu o clangor sincopado que forma o grito deste animal. O homem já vai atravessando a bruma como um cavaleiro disparado à carga, de lança em riste, enquanto mentalmente implora, Outra  vez, salomão, por favor, outra  vez. E salomão fez-lhe a vontade, soltou novo barrito, menos forte, como de simples confirmação, porque o náufrago que era já deixara de o ser, já vem chegando, aqui está o carro da intendência da cavalaria, não se lhe podem distinguir os pormenores porque as coisas e as pessoas são como borrões indistintos, outra ideia se nos ocorreu agora, bastante mais incómoda, suponhamos que este nevoeiro é dos que corroem as peles, a da gente, a dos cavalos, a do próprio elefante, apesar de grossa, que não há tigre que lhe meta o dente, os nevoeiros não são todos iguais, um dia se gritará gás, e ai de quem não levar na cabeça uma celada bem ajustada. A um soldado que passa, levando o cavalo pela reata, o náufrago pergunta-lhe se os voluntários já regressaram da missão de salvamento e resgate, e ele respondeu à interpelação com um olhar desconfiado, como se estivesse diante de um provocador, que havê-los já os havia em abundância no século dezasseis, basta consultar os arquivos da inquisição, e responde, secamente, Onde é que você foi buscar essas fantasias, aqui não houve nenhum pedido de voluntários, com um nevoeiro destes a única atitude sensata foi a que tomámos, manter-nos juntos até que ele decidisse por si mesmo levantar-se, aliás, pedir voluntários não é muito do estilo do comandante, em geral limita-se a apontar tu, tu e tu, vocês, em frente, marche, o comandante diz que, heróis, heróis, ou vamos sê-lo todos, ou ninguém. Para tornar mais clara a vontade de acabar a conversa, o soldado içou-se rapidamente para cima do cavalo, disse até logo e desapareceu no nevoeiro. Não ia satisfeito consigo mesmo. Tinha dado explicações que ninguém lhe havia pedido, feito comentários para que não estava autorizado. No entanto, tranquilizava-o o facto de que o homem, embora não parecesse ter o físico adequado, deveria pertencer, outra possibilidade não cabia, pelo menos, ao grupo daqueles que haviam sido contratados para ajudar a empurrar e puxar os carros de bois nos passos difíceis, gente de poucos falares e, em princípio, escassíssima imaginação. Em princípio, diga-se, porque ao homem perdido no nevoeiro imaginação foi o que pareceu não lhe ter faltado, haja vista a ligeireza com que tirou do nada, do não acontecido, os voluntários que deveriam ter ido salvá-lo. Felizmente para a sua credibilidade pública, o elefante é outra coisa. Grande, enorme, barrigudo, com uma voz de estarrecer os tímidos e uma tromba como não a tem nenhum outro animal da criação, o elefante nunca poderia ser produto de uma imaginação, por muito fértil e dada ao risco que fosse. O elefante, simplesmente, ou  existiria, ou não existiria. É portanto hora de ir visitá-lo, hora de lhe agradecer a energia com que usou a salvadora trombeta que deus lhe deu, se este sítio fosse o vale de josafá teriam ressuscitado os mortos, mas sendo apenas o que é, um pedaço bruto de terra portuguesa afogado pela névoa onde alguém (quem) esteve a ponto de morrer de frio e abandono, diremos, para não perder de todo a trabalhosa comparação em que nos metemos, que há ressurreições tão bem administradas que chega a ser possível executá-las antes do passamento do próprio sujeito. Foi como se o elefante tivesse pensado, Aquele pobre diabo vai morrer, vou ressuscitá-lo. E aqui temos o pobre diabo desfazendo-se em agradecimentos, em juras de gratidão para toda a vida, até que o cornaca se decidiu a perguntar, Que foi que o elefante lhe fez para que você lhe esteja tão agradecido, Se não fosse ele, eu teria morrido de frio ou teria sido comido pelos lobos, E como conseguiu ele isso, se não saiu daqui desde que acordou, Não precisou de sair daqui, bastou-lhe soprar na sua trombeta, eu estava perdido no nevoeiro e foi a sua voz que me salvou, Se alguém pode falar das obras e feitos de salomão, sou eu, que para isso sou o seu cornaca, portanto não venha para cá com essa treta de ter ouvido um barrito, Um barrito, não, os barritos que estas orelhas que a terra há-de comer ouviram foram três. O cornaca pensou, Este fulano está doido varrido, variou-se-lhe a cabeça com a febre do nevoeiro, foi o mais certo, tem-se ouvido falar de casos assim, Depois, em voz alta, Para não estarmos aqui a discutir, barrito sim, barrito não, barrito talvez, pergunte você a esses homens que aí vêm se ouviram alguma coisa. Os homens, três vultos cujos difusos contornos pareciam oscilar e tremer a cada passo, davam imediata vontade de perguntar, Onde é que vocês querem ir com semelhante tempo. Sabemos que não era esta a pergunta que o maníaco dos barritos lhes fazia neste momento e sabemos a resposta que lhe estavam a dar. Também não sabemos se algumas destas coisas estão relacionadas umas com as outras, e quais, e como. O certo é que o sol, como uma imensa vassoura luminosa, rompeu de repente o nevoeiro e empurrou-o para longe. A paisagem fez-se visível no que sempre havia sido, pedras, árvores, barrancos, montanhas. Os três homens já não estão aqui. O cornaca abre a boca para falar, mas torna a fechá-la. O maníaco dos barritos começou a perder consistência e volume, a encolher-se, tornou-se meio redondo, transparente como uma bola de sabão, se é que os péssimos sabões que se fabricam neste tempo são capazes de formar aquele maravilhas cristalinas que alguém teve o génio de inventar, e de repente desapareceu da vista. Fez plof e sumiu-se. Há onomatopeias providenciais. Imagine-se que tínhamos de descrever o processo de sumição do sujeito com todos os pormenores. Seriam precisas, pelo menos, dez páginas. Plof.&#8221;</em></p>
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		<title>A redescoberta de Jorge Amado pelos brasileiros</title>
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		<pubDate>Tue, 16 Sep 2008 04:53:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hugo Harris</dc:creator>
				<category><![CDATA[Textos sobre Literatura]]></category>

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		<description><![CDATA[

para Jerusa Pires Ferreira
 
A publicação dos livros de Jorge Amado pela Companhia das Letras retoma a oportunidade que temos em apreciar e, para alguns, conhecer a obra deste escritor baiano. Esse foi o meu caso. Há tempos procuro a oportunidade de ler um de seus livros. Tenho em casa alguns dos seus mais famosos – [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=hugoharris.wordpress.com&blog=2835555&post=257&subd=hugoharris&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p class="MsoNormal" style="text-align:left;margin:0;"><em><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;"><img class="alignleft" src="http://www.livrariaresposta.com.br/fotos/cia_letras_mar_morto.jpg" alt="" width="160" height="239" /></span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:right;margin:0;" align="right"><em></em></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:right;margin:0;" align="right"><em><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">para Jerusa Pires Ferreira</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">A publicação dos livros de Jorge Amado pela Companhia das Letras retoma a oportunidade que temos em apreciar e, para alguns, conhecer a obra deste escritor baiano. Esse foi o meu caso. Há tempos procuro a oportunidade de ler um de seus livros. Tenho em casa alguns dos seus mais famosos – Dona Flor e Gabriela –, mas nunca me senti estimulado o bastante para enfrentá-los. Porém, noutro dia adquiri um de seus livros que mais me atraíam, visto que foi uma das bases para a novela “Porto dos Milagres” (junto a outro livro seu, “A descoberta do Brasil pelos turcos”) que eu tanto apreciara há alguns anos. Trata-se do livro “<strong>Mar morto</strong>”.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">Tive uma revelação. A única lembrança que tinha de alguma história de Jorge Amado era “Capitães de Areia”, a qual tive que ler na época do colégio. Naquele período não gostei, e criei certa aversão pelo escritor. Atualmente, principalmente instigado pelas aulas da professora a quem ofereço este texto, voltei a remexer neste universo amadiano. Quando de suas aulas, falou-nos a respeito de “A morte e a morte de Quincas Berro D’Água”, que li e adorei. Assim que terminasse os estudos que realizava naquele tempo, planejava mergulhar nas águas de outro livro dele, sendo o maior concorrente o mencionado “Mar morto” (apesar de que, graças a Jerusa novamente, minha curiosidade por “Tereza Batista cansada de guerra” também era muito grande). </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">O livro inicia com um prefácio em forma de chamamento, o qual já faz o leitor sentir palavra por palavra o intento do escritor e respirar os ares do cais da Bahia de Todos os Santos. Reproduzo abaixo:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><em><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">“Agora eu quero contar as histórias da beira do cais da Bahia. Os velhos marinheiros que remendam velas, os mestres de saveiros, os pretos tatuados, os malandros sabem essas histórias e essas canções. Eu as ouvi nas noites de lua no cais do mercado, nas feiras, nos pequenos portos do Recôncavo, junto aos enormes navios suecos nas pontes de Ilhéus. O povo de Iemanjá tem muito que contar.</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><em><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">Vinde ouvir essas histórias e essas canções. vinde ouvir a história de Guma e de Lívia que é a história da vida e do amor no mar. E se ela não vos parecer bela, a culpa não é dos homens rudes que a narram. É que a ouvistes da boca de um homem da terra, e, dificilmente, um homem da terra entende o coração dos marinheiros. Mesmo quando esse homem ama essas histórias e essas canções e vai às festas de dona Janaína, mesmo assim ele não conhece todos os segredos do mar. Pois o mar é mistério que nem os velhos marinheiros entendem.”</span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">Desde o início me questionara a respeito do título “Mar morto”. Conjecturei desenlaces narrativos ou protestos sociais como mote para o nome do livro. Percorri as primeiras linhas querendo entender de onde vinha tal alcunha, mas não consegui descobrir. Na segunda página, não lembrava mais. Estava submerso numa prosa enxuta e dinâmica, moderna ao contar sua história, sem poupar o leitor dos sentimentos, da poesia, das crenças e dos pensamentos. Este primeiro capítulo é repleto de imagens belas, com o vento “a chicotear o rosto de Lívia” e os marinheiros a carregar os corpos dos tombados numa rede de pesca, como numa procissão.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">Um dos recursos que mais chamaram a atenção é a repetição de termos e frases no intuito de criar rápidos fluxos de consciência e, literalmente, conversar com o leitor sem dirigir-se diretamente a ele. Essas repetições podem causar humor, mas na sua maioria reforçam o caráter trágico dos destinos navegantes, à mercê dos humores de Iemanjá, a mulher de cinco nomes, que por seu capricho pode levá-los ao fundo do mar.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">A história do mestre de saveiro Guma e sua amada Lívia é contada com todos os revéses da vida praiana, com a morte na espreita e a necessidade de enfrentamento misturada à paixão pelo mar. Neste livro que <img class="alignright" src="http://www.estadao.com.br/fotos/jorge(9).jpg" alt="" width="263" height="252" />surgem os versos que depois seriam evidenciados ainda mais na voz e na música de Dorival Caymmi: “<em>É doce morrer no mar</em>”, que cantadas pelo negro Jeremias, acalentavam a dor pela perda de algum dos pescadores. As lendas contadas pelos negros, das histórias dos heróis do cais, perpassam os parágrafos e fazem entender que aquele é um outro mundo à margem, com outros valores, que estão mais próximos da amizade, fidelidade, honra e coragem. A ganância tem sua vez, mas apenas se manifesta quando a necessidade abre-lhe as portas. Outros personagens dão ar da graça, como Rosa Palmeirão, Mestre Manuel, Maria Clara, o velho Francisco, Esmeralda, Rufino e o misterioso Leôncio.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">Por fim, retomamos a curiosidade do porquê do “Mar morto”, e somos notificados que sua significância é muito maior do que aquilo que imaginávamos. Tudo torna-se mais belo, pois misturam-se os sentimentos e as sensações ao arremate de uma trama que para nós acaba naquele ponto final da folha de papel, mas para os personagens se perpetuará.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0;"><span style="font-size:10pt;font-family:&quot;">No final do livro, há uma citação de Zélia Gattai, que diz que “Mar morto” foi seu abre-alas, pois logo que o terminou foi atrás dos outros livros do autor, o qual ainda nem conhecia pessoalmente. Façamos isso também. Agora que sua obra completa é republicada por uma nova editora, em edições renovadas e com preços acessíveis, podemos estimular principalmente aqueles que não estão acostumados às histórias do mar a colocar os preconceitos de lado e descobrir quem realmente foi Jorge Amado.</span></p>
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		<title>Um rápido pensamento sobre Cinema</title>
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		<pubDate>Sun, 14 Sep 2008 18:06:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Hugo Harris</dc:creator>
				<category><![CDATA[Textos sobre Cinema]]></category>

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		<description><![CDATA[Não devemos nos preocupar em &#8220;fazer arte&#8221; ao realizar um filme. Devemos focalizar naquilo que considero ser o mais importante: contar uma história. Para contar a história que pretendemos, devemos utilizar todos os recursos disponíveis previstos em orçamento, desde atores até trucagens digitais. O cenário deve ser apropriado, o encadeamento da trama – em confluência [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=hugoharris.wordpress.com&blog=2835555&post=238&subd=hugoharris&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Não devemos nos preocupar em &#8220;fazer arte&#8221; ao realizar um filme. Devemos focalizar naquilo que considero ser o mais importante: <strong>contar uma história</strong>. Para contar a história que pretendemos, devemos utilizar todos os recursos disponíveis previstos em orçamento, desde atores até trucagens digitais. O cenário deve ser apropriado, o encadeamento da trama – em confluência com a performance dos atores – ser bem distribuído, o som contribuirá para as informações da cena, a fotografia deve estar a serviço da história e não o contrário. Se estes recursos, e muitos outros, forem utilizados apropriadamente, somados à sensibilidade do realizador e suas opções estéticas, torna-se possível que o resultado final seja chamado de &#8220;arte&#8221;.</p>
<p> *****</p>
<p> Alguém, provocador, poderia enfim dizer: &#8220;Tudo bem. Mas, na realidade, o que é arte?&#8221; E eu, fatigado, apenas suspiraria.</p>
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