Atendendo a pedidos, disponibilizo também a votação para Melhor Diretor. Lembrem que o diretor é responsável em criar a qualidade artística do filme, procurando criar uma narrativa coerente e atraente, além de tomar decisões cruciais em conjunto com todos os outros departamentos (fotografia, arte, edição, som, efeitos visuais etc). Então, ao avaliar, pense no conjunto artístico criado pelo profissional e na qualidade da história que ele contou.
Segue a lista:
2001 – Ron Howard, por “Uma mente brilhante”
2002 – Roman Polanski, por “O pianista”
2003 – Peter Jackson, por “O senhor dos anéis – o retorno do rei”
2004 – Clint Eastwood, por “Menina de ouro”
2005 – Ang Lee, por “O segredo de Brokeback Mountain”
2006 – Martin Scorsese, por “Os infiltrados”
2007 – Joel Coen e Ethan Coen, por “Onde os fracos não têm vez”
2008 – Danny Boyle, por “Quem quer ser um milionário”
2009 – Kathryn Bigelow, por “Guerra ao terror”
2010 – Tom Hopper, por “O discurso do rei”
O meu voto vai, de longe, para Ang Lee em “O segredo de Brokeback Mountain”. A sensibilidade da história, expondo de forma delicada e profunda um caso de amor homossexual (tabu para a cinema americano mainstream) num primeiro momento nos assombra, mas depois passa a emocionar.
Além disso, as interpretações dos dois protagonistas e de suas respectivas esposas são muito bons.
Isso não faz com que a direção de Clint Eastwood e a de Danny Boyle sejam inferiores. Também são excelentes e irretocáveis. Quanto à obra completa, foi a década em que Polanski e Scorsese ganharam seus prêmios, apesar de não ter sido pelas suas obras mais inspiradas. Falando nisso, aproveito para sugerir:
Assista de Ang Lee: “A arte de viver”
Assista de Polanski: “O inquilino”, “Chinatown”, “O bebê de Rosemary”
Assista de Scorsese: obviamente, “Touro indomável” e “Taxi Driver”
Eu fico com Ron Howard, por “Uma mente brilhante”. Achei cada detalhe do filme fantásctico!
Beijos,
Com primor técnico, em suporte à uma narrativa tensa e ensaísta (sendo um ensaio sobre a violência), os irmãos Coen criaram, definitivamente, a obra-prima da década ao retratar, pontualmente, um caso de destacada e ilógica violência numa sociedade demandante de propósitos e motivos. A figura ímpar e, por isso, assustadora de Anton Chigur (Javier Barden) dá o tom da desmedida trágica engendrada de uma sociedade balizada por valores decadentes e carente de suas tradições, quando choca uma pequena cidade do oeste americano, e seu xerife (Tommy Lee Jones). As planícies e a vastidão do oeste, em um amplo 2:35 remetem logo aos filmes de faroeste em um sentido de uma nostalgia, pela perspectiva do xerife Ed Tom Bell, com a violência do passado – ainda que sendo irônico -, pois uma violência com propósitos claros e sentido compreensível, diferente dessa que se apresenta na figura de Chigur. Da ambientação as longas sequências de calada tensão, sem sombra de dúvidas, Onde Os Fracos Não Tem Vez é cinema no seu auge.
Sem dúvida nenhuma, o EXCELENTE Clint Eastwood (Um dos meus diretores favoritos) e 81 anos no prox. dia 31 rs…
e Ron Roward – Uma Mente Brilhante ……
Nossa que difícil!!!
Com exceção do “Guerra ao Terror” que eu odiei. Todos os outros são realmente ótimos.
Mas de todos esses filmes o que mais gostei pelo conjunto da obra é “Quem quer ser Milionário”, então meu voto vai para Danny Boyle. Para mim é um filme perfeito.
Mas também tenho que tirar o chapéu para Tom Hopper…