Ponyo on a Cliff by the Sea

25 Agosto, 2008

Estará no Festival de Veneza o novo filme de Hayao Miyazaki, diretor do genial “A viagem de Chihiro” e do ótimo “O castelo animado”. Novamente inserido num mundo fantasioso, repleto de fábula e imaginação, o cineasta japonês conta a história da relação entre Ponyo, um menininho de cinco anos, com uma princesa peixe-dourado que deseja virar humano.

Aqueles que não conhecem Miyazaki devem procurar seus filmes nas locadoras. Além dos dois mencionados acima, seu primeiro longa-metragem está disponível em DVD: “O castelo de Cagliostro”. Há outros clássicos fundamentais que devem ser conferidos, como “Princesa Mononoke” e “O castelo no céu”, mas dependemos da boa vontade das distribuidoras.

O filme ainda não tem título em português, então divulgamos este em inglês. Veja o trailer logo abaixo.


Olimpífias brasileiras. Mas ainda queremos ser sede!?

24 Agosto, 2008

A Olimpíada terminou. Pequim se consagrou como berço dos jogos monumentais, das construções gigantescas, de inúmeros recordes quebrados e de Michael Phelps. Porém, não estou aqui para falar das oito medalhas de ouro do nadador americano, ou de Usain Bolt, Leonel Messi ou Kolb Bryant. Muito menos estou aqui para criticar a quantidade de atletas nacionalizados que competiram por outros países. Apesar de achar uma vergonha, deixarei para outra oportunidade.

 

A vergonha não é essa.

 

A cada Olimpíada que passa, fico aborrecido com nossos resultados. Claro que comemorei todas as medalhas e valorizo aqueles atletas. Porém, não devíamos nos questionar? Como um país que pretende sediar os Jogos Olímpicos tem um desempenho tão pífio? Já esteve pior, disso nós sabemos. Nos jogos de Sidney, em 2000, não tivemos sequer um ourozinho.

 

O governo diz que investe no esporte. Investe onde? Vocês acham satisfatório nosso desempenho? Há quantos anos ouvimos a mesma balela de que o país está se desenvolvendo, que está tratando o esporte de forma mais profissional? Este trabalho deve iniciar quando as crianças são pequenas, com a disponibilização de centros esportivos gratuitos que estejam abertos a elas. Deve haver uma peneira, como é feito no futebol? Sim, porém após um determinado tempo de exposição destas crianças às diversas opções de esporte.

 

Treinei e competi no Centro Olímpico do Ibirapuera. Vá até lá e veja a condição da pista de atletismo, do material esportivo, das quadras. Verifiquem a estrutura e vejam se é possível levar a sério. Lembro uma ocasião em que corríamos na pista quando um dos vários cachorros que circundam a pista saiu correndo atrás de um colega meu. Tudo bem, talvez ele tenha corrido um pouco mais rápido nesta hora, mas o cachorro depois não aceitou ser contratado como assistente de nosso treinador.

 

Um país que quer ter um projeto olímpico precisa de investimento maciço. Este investimento significa dinheiro, estrutura, pessoal e intercâmbio. Veja o César Cielo. Ótimo desempenho, com duas medalhas. É vinculado ao E.C. Pinheiros, mas treina nos Estados Unidos. Quantos outros atletas olímpicos não treinam em nosso país? O que há lá fora que não encontram aqui? Exatamente os quatro itens mencionados acima.

 

Citemos dois exemplos positivos, para vermos como é possível desenvolver. O voleibol, por meio de uma excelente organização, investimentos e seriedade se tornou o esporte mais importante do país. Apesar disso, grande parte de nossos jogadores competem no exterior. Deveria haver estímulo para um maior desenvolvimento das ligas nacionais. A Liga de Volei é boa, mas poderia ser muito melhor. E isso deveria haver em todos os outros esportes. Outro caso é a Ginástica Artística, que não tinha resultados expressivos e, após investimento e a importação de técnicos experientes, cresceu muito. Nossos técnicos nacionais de ginástica são bons, porém Oleg e Irina trouxeram a experiência do exterior para estruturar tudo.

 

Agora me fale por que isso não é feito nos outros esportes. O que aconteceu com o basquete? Sei que não é caso de investimentos, mas faz parte dos problemas deste suposto “Projeto Olímpico”. Por que não fazer com o tênis de mesa, com o ciclismo, com o Tae Kwon Do, com o pentatlo moderno, com o tiro, o halterofilismo, a esgrima e etc. Todas estas medalhas valem tanto quanto uma suposta medalha no futebol masculino, coisa que toda vez é o centro das atenções. Não seria possível aplicar mais recursos no Judô, modalidade que já nos deu tantas conquistas? Será que não era possível investir até mesmo num esporte de elite como as modalidades da Vela?

 

Sou completamente contrário à Olimpíada ser no Brasil. Sabemos muito bem que a intenção de nossos governantes é fazer o caminho inverso das coisas: conseguir ser sede para chamar investimentos e consertar aquilo que eles não fazem. A China investe há anos no esporte e apenas agora tornou-se sede. Dos poucos concorrentes à Olimpíada de 2016, fico com Tóquio! Apesar de já ter sido sede nos anos 60, prefiro que seja por lá. Devemos resolver nossos problemas por aqui para depois concentrarmos jogos destas proporções em nosso solo. E não venham dizer que o Pan 2007 foi ótimo! Vocês viram o Michael Phelps aqui? Quantos atletas de ponta estiveram por aqui? Os americanos, que são os “bichos-papões”, não vieram ao Pan, coisa que dificilmente fazem mesmo.

 

Ainda estamos muito abaixo daquilo que poderíamos ser. Não precisamos ter a maior quantidade de investimentos do mundo, mas precisamos aumentá-los e utilizá-los com sabedoria. A seriedade deve existir em todos os níveis, em todos os lugares, em todas as pessoas e em TODAS AS MODALIDADES. Enquanto não equilibrarem esses investimentos e apoio, não seremos expressivos. Quando isso começar a ser feito, poderemos começar a protelar ser sede cerca de quinze anos depois, o que corresponde a uma geração de crescimento.

 


I hate trash! Incivility, much more?

21 Agosto, 2008

Blogueiro Convidado: Denis Vinícius Melo

Contato: ddtaxe@gmail.com

Uma coisa me irrita e creio que várias outras pessoas. A falta de educação. Tem várias formas de ser mal-educado, e umas das que acho o fim é JOGAR LIXO FORA DO LIXO! Jogar na rua. É uma atitude tão simples guardar o papel de uma bala, uma sacola plástica, ou qualquer outra coisa caso não se veja um lata de lixo próximo, mas ainda assim muitas pessoas, muitas mesmo, jogom lixo ao ar livre.

Será que sou radical? Eu brigo mesmo. Reclamo, às vezes chego até a pessoa e falo: “Você deixou cair isso aqui.”

Lixo é no lixo e ponto. Uma simples embalagem plástica leva até dezenas de anos até ser decomposta na natureza. O impacto é absurdo. Além de ser um grande veículo proliferador de doenças, é visualmente feio e incômodo. Enfim, um desbalanço no meio-ambiente.

O problema é que apesar dos erros, muitas pessoas acham que estão certas. Que não tem problema fazer isso. Algo que passa tão despercebido a ponto de provocar discussão contrária. Quando adultos, é difícil modificar as cabeças de pessoas. É algo que tem que se aprender bem cedo. Você acha que isso acontece só aqui? Não! Quando passei pela Europa vi pessoas fazendo o mesmo. E eram pessoas bem-vestidas e tudo. A aparência não diz nada…

Resolvi falar sobre isso, pois além de me incomodar muito, uma mudança eficaz nisso iria mudar muitas coisas onde vivemos. Eu poderia escrever muito mais, mas a foto que tirei andando pela cidade já traduz minha insatisfação.


Up – nova animação da Pixar Studios

14 Agosto, 2008

Ainda há muito o que se saber a respeito da nova animação produzida pela produtora de “Os incríveis” e “Procurando Nemo”. O lançamento será apenas na metade de 2009, mas já vale a pena conferir o trailer divulgado.


Duas canções… e a lembrança de uma terceira

8 Agosto, 2008

Há alguns anos, precisamente em 2000, houve uma tentativa de retorno aos tradicionais festivais de música que ocorriam na televisão brasileira. A Rede Globo realizou o “I Festival da Música Brasileira”, mas foi um fracasso de audiência que nem mesmo houve outra edição. Porém, neste ano tiveram algumas exibições muito boas que tento resgatar aqui para vocês.

A primeira é de Bilora, violeiro mineiro, entitulada “Tempo das águas”. Além da apresentação, percebam a beleza da letra. Segue “Brincos”, de Amauri Falabella, interpretada por Lula Barbosa, que foi o maior sucesso do festival, apesar de não ter ganho (a vencedora era uma música, na minha opinião, péssima).

Infelizmente, aquela que era, para mim, a melhor canção do Festival, não foi encontrada no YouTube. Chama-se “Eu só quero beber água”, do grande compositor Moacyr Luz, interpretada por ele e pelas Pastoras da Portela. Se alguém achar, por favor, me avisem.


Steamboat Willie; Spiderman; Cofap

6 Agosto, 2008


Bicudo; O elo perdido; Cobertores Parahyba

5 Agosto, 2008


Ducktales; Shazam; Tostines

4 Agosto, 2008


Ascensão e qued(br)a de Felipe Massa no GP Hungria 2008

3 Agosto, 2008

Num final de semana dominado pela McLaren Mercedes, Felipe Massa surpreendeu ao ultrapassar os dois pilotos da escuderia inglesa na primeira curva da prova. Uma manobra ousada que fez com que o brasileiro pulasse para a primeira posição e dominasse a prova inteira. A foto abaixo mostra o exato momento em que Massa travava seus freios para conseguir ultrapassar Hamilton, que havia conquistado a pole position no dia anterior.

Enquanto ainda fazíamos as contas da vantagem que Massa teria para Louis Hamilton e Kimmi Raikkonen, estoura o motor da Ferrari. Faltavam apenas três voltas para finalizar a corrida, mas o engenho italiano não agüentou o calor magiar.

Felipe mostrou sua capacidade e acredito que as críticas da imprensa diminuirão. Porém, seu campeonato ficou muito prejudicado, pois agora está oito pontos atrás de Hamilton. O vencedor da prova foi o finlandês Heikki Kovalainen (McLaren), seguido por Timo Glock (Toyota) e Raikkonen. O estouro do pneu de Hamilton na metade da prova acabou por não dar-lhe prejuízo tão grande.

Agora apenas nos resta torcer para que Felipe se recupere na próxima prova, o GP da Europa (que este ano será em Valência, Espanha). Enfim, tá na hora dele ter um pouco mais de sorte e o azar dar uma passadinha no cockpit de seus adversários.


Dom Drácula; Catavento; Cotonetes Johnson’s

2 Agosto, 2008