Novas regras para os Call Center

31 Julho, 2008

Enfim surgiram novas regras para nos proteger do péssimo atendimento até hoje prestado pelos Serviços de Atendimento ao Cliente, as famosas SACs. Hoje, quinta-feira, foi sancionado pelo presidente Lula a lei que traz novas regras para o atendimento realizados pelos Call Center. As empresas têm 120 dias para se adaptar. Ou seja, as novas normas serão válidas a partir do dia 01 de dezembro deste ano. Estão incluídas TODAS as empresas que possuem SAC, desde telefônicas, até planos de saúde, serviços públicos e qualquer outra prestadora de serviço.

 

Abaixo estão as novas regras para que você possa tomar ciência e, principalmente, saiba quais são os seus direitos e o que deve cobrar destas empresas. As informações foram retiradas do site http://www.g1.com.br/jornalnacional, num arquivo disponibilizado que é baseado diretamente no documento expedido pelo Ministério da Justiça – Secretaria de Direito Econômico. O título do documento é “Regulamentação dos serviços de atendimento ao consumidor – SAC”.

 

Regras

 

  1. O SAC deve garantir ao consumidor, no primeiro menu eletrônico e em todas as suas subdivisões, o contato direto com o atendente.
  2. Sempre que oferecer menu eletrônico, o SAC deverá assegurar que as opções de reclamações e de cancelamento de serviços figurem entre as primeiras alternativas.
  3. O SAC deve estar disponível, ininterruptamente, durante vinte e quatro horas por dia e sete dias por semana.
  4. O número do SAC deverá constar em todos os documentos e material impresso entregues ao consumidor no momento da contratação do serviço e durante o seu fornecimento.
  5. Deverá ser oferecido ao consumidor um único número de telefone como via de acesso ao atendimento, mesmo que a empresa ou grupo empresarial preste diversos serviços.
  6. O sistema informatizado responsável pela operacionalização das demandas deverá garantir ao atendente o acesso ao histórico das demandas do consumidor.
  7. É vedado, durante o atendimento, exigir a repetição verbal ou digital dos dados pessoais do consumidor.
  8. É vedada a veiculação de mensagens publicitárias durante o tempo de espera para o atendimento, salvo se houver prévio consentimento do consumidor.
  9. O acesso para alteração do contrato de prestação de serviços deve ser oferecido ao consumidor pelos mesmos meios em que a contratação estiver disponível.
  10. O registro de reclamação, pedido de cancelamento e solicitação de suspensão ou cancelamento de serviço será mantido à disposição do consumidor por um período mínimo de dois anos após a solução da demanda, ficando disponível para acesso do órgão fiscalizador ou do consumidor, sempre que solicitado.
  11. O consumidor terá direito de acesso ao conteúdo do histórico de suas demandas, que lhe será enviado, quando solicitado, no prazo máximo de setenta e duas horas.
  12. As informações solicitadas pelo consumidor devem ser prestadas imediatamente e suas reclamações devem ser resolvidas no prazo máximo de cinco dias úteis.
  13. O consumidor deverá ser informado sobre a resolução de sua demanda e, sempre que solicitar, deverá ser-lhe enviada a comprovação pertinente, pelo meio por ele indicado, inclusive mensagem eletrônica ou correspondência.
  14. O SAC deve receber e processar imediatamente o pedido de cancelamento de serviço feito pelo consumidor.
  15. O pedido de cancelamento deverá ser permitido e assegurado ao consumidor por todos os meios disponíveis para a contratação do serviço.
  16. Os efeitos do cancelamento devem ser imediatos à solicitação do consumidor, ainda que o seu processamento técnico necessite de prazo, e independe de seu adimplemento contratual.
  17. O comprovante do cancelamento deverá ser expedido, sem ônus, e encaminhado pelo meio indicado pelo consumidor, inclusive mensagem eletrônica ou correspondência.
  18. As empresas prestadoras de serviço devem incorporar as presentes normas, inclusive em seus contratos de terceirização com as empresas que prestam o SAC, a fim de assegurar que os parâmetros de qualidade constantes deste Decreto sejam cumpridos.
  19. O atendimento das solicitações e demandas previstas neste Decreto não deverá resultar em qualquer ônus para o consumidor.

Carangos e motocas; Chips; Rodox

31 Julho, 2008


Mr. Magoo; Spectreman; Valisère

31 Julho, 2008


IPhone agita concorrência

30 Julho, 2008

Blogueiro convidado: Adriano Passarinho

Contato: passarinho75@yahoo.com.br

 

O novo celular da Apple chegou mesmo para chacoalhar o mercado. Sua versão 2.0, com novos recursos (como a tão esperada tecnologia 3G) veio para suprir a maioria das solicitações dos usuários da primeira versão, e acabou estimulando fabricantes globais, como a Nokia, Motorola, Sony Ericsson e a LG a desenvolver modelos com design semelhante.

 

Todos deram as boas-vindas ao novo aparelho, mas questionaram a afirmação da Apple de que o iPhone é realmente “revolucionário”. Eles afirmam que algumas das características mais badaladas do telefone – como tela sensível ao toque, sensores de movimento e tocador de música – não são novidade nem inovação.

 

Os concorrentes afirmam que já vendem há algum tempo aparelhos com capacidade para executar filmes e música, assim como o dispositivo de e-mail Blackberry, da RIM (Research In Motion), é amado no mundo corporativo por seus recursos.

 

Apesar disso, parece que todos estão seguindo a tendência de grandes telas, sensíveis ao toque, ausência de botões e sensores de movimento. Rumores dizem que a Motorola está pronta para competir com o iPhone, com um novo aparelho a ser lançado na Europa no próximo mês. Vídeos de um novo modelo de celular da Nokia, muito similar ao iPhone, podem ser vistos no Youtube. A LG lançou recentemente o Prada, com tela sensível ao toque.

 

Essa preocupação dos rivais faz sentido. Tanto na Europa como nos EUA, muitos críticos de tecnologia já enalteceram a tela do iPhone, que substitui o uso de teclas comuns, e elogiaram também seu grande visor e o software de navegação na Internet e de mídia.

 

Mesmo os telefones mais avançados no mercado não possuem todos os recursos semelhantes para uma comparação direta, e as operadoras concorrentes da AT&T (que detém a exclusividade do iPhone nos EUA) prometem ser agressivas na promoção de seus telefones já existentes enquanto novos modelos não chegam, afirmam analistas.

 

Para o usuário comum, resta aguardar a reação dos concorrentes, já que essa disputa poderá trazer benefícios, como mais opções de aparelhos repletos de recursos e preços competitivos. Pelo visto todas resolveram encarar o desafio com as mesmas armas da Apple, muita tecnologia e design.

 


Hulk – desenho animado – A origem de Hulk

30 Julho, 2008


We are the World

29 Julho, 2008

Na estréia da categoria “Sessão Nostalgia”, eis o cultuado videoclipe da gravação do LP “USA for Africa” realizado nos anos 80 com aparições de diversos astros da música americana. Dá para ver inúmeras figurinhas carimbadas, desde as sumidas, até os falecidos e aqueles que apenas envelheceram. Cindy Lauper, Bruce Springsteen, Lionel Ritchie, Ray Charles e até Michael Jackson quando ainda era bonitão.

Será sempre assim: uma mescla de “coisa véia”, com saudade e, às vezes, mau gosto. Mas dará aquela sensação de retorno à infância.


Michael Moore está de volta para criticar os planos de saúde

29 Julho, 2008

Não passe mal!! Pelo menos, se você estiver nos Estados Unidos. Este é o recado do filme mais recente do polêmico documentarista-espetáculo Michael Moore – “Sicko – $O$ Saúde” (2007). Este documentarista, acusado de realizar filmes auto-promocionais, ser apelativo, manipular as situações, ser anti-bush (isso é bom!) e etc. já falou em outros filmes sobre desemprego, armas, e até sobre a relação entre a família Bush e os Bin Laden. Agora, ataca o sistema de planos de saúde americano.

 

Mas não é um ataque qualquer. É um ataque de Michael Moore! Em alguns momentos, tem a força mais avassaladora do que um atentado a bomba. Ele explora as diversas brechas, as falcatruas, a falta de caráter e, principalmente, a diferença referente a outros países: Canadá, Inglaterra, França e…. Cuba! No início do filme, diz que anunciou em seu site que o documentário que planejava seria a respeito dos problemas com os planos de saúde e pede que as pessoas enviem e-mails com histórias a respeito disso. Em uma semana, recebeu mais de vinte e cinco mil e-mails. Histórias diferentes, com pessoas diferentes, atingidas por um mesmo problema.

 

Ao assistir a este documentário, não há como desvincular com os problemas que passamos aqui no Brasil. O preço dos planos de saúde e suas limitações. Se você quer um plano completo, tem que desembolsar uma boa quantia. Se quer ter um bom atendimento, tem que escolher um plano caro que lhe indique bons hospitais e cubra uma gama variada de exames. Não tenho conhecimento da porcentagem de recusas de exames e procedimentos realizados no Brasil, mas acredito que não seja no nível registrado por Michael Moore em seu país natal. Chega ao ponto de haver depoimentos de profissionais que eram instruídos e premiados quanto mais recusas fizessem para tratamentos requisitados por segurados.

 

Claro que podemos criticar o cineasta pelo método dele, mas acredito que isso deve ficar em segundo plano, visto que  o mais importante é aquilo que denuncia. Se ele explora o drama de seus personagens? Sim, ele explora. Mas estes dramas são verdadeiros? Isso é o que importa.

 

Além de tudo, o filme, apesar de ser triste quanto às informações, é divertido, engraçado e naturalmente irônico – algo típico de Michael Moore. E a questão fica: não passe mal! Não sei se ao assistir ao filme ou para não ter que depender de algum plano de saúde. Abaixo coloquei o trailer, para que possam ver um pouquinho daquilo que indico para vocês.

 


O novo “Batman” honra seus quadrinhos

29 Julho, 2008

Blogueiro Convidado: Denis Vinicius Mello
Contato: ddtaxe@gmail.com

Como HQ maníaco, há anos, 13 anos na verdade, coleciono quadrinhos e por isso sou fã de primeira linha de filmes de super-heróis e qualquer coisa que tenha superpoderes. Quando assisto a esses filmes eu saio da realidade, incorporo o personagem, vibro desde o início do filme. Quando é um filme da Marvel então, aquela apresentação, que é na verdade o folhear de várias capas e momentos de revistas, me faz delirar. Pode parecer bobo o que escrevo, mas quem curte quadrinhos sabe qual a sensação.

Já assisti a muitas adaptações, umas ótimas outras péssimas, mas depois que assisti a “Batman, o Cavaleiro das Trevas”, tive que repensar meus conceitos. Saí do filme com uma sensação de alívio, misturado a satisfação, choque e descrença. Este último por não acreditar como puderam fazer um filme tão bom.

Uma esfera densa, inteligente, sarcástica e que mostra aspectos morais que afetam a população de uma cidade por dois personagens símbolos dos quadrinhos – o próprio personagem principal e o sublime Coringa. Eles delineam o filme. O Coringa é um show à parte, um vilão inteligente, perspicaz, uma atuação de Heath Ledger digna de prêmios e capaz de transformar o Coringa em um vilão do mais alto patamar. Uma das coisas que mais pensei foi: Como vão encontrar ou fazer um outro Coringa como esse?

O filme honrou a revista Batman como em seus melhores tempos e sagas, como o Azilo Arkham, onde não se vê um Batman herói, mas um ser humano que luta contra si mesmo e mostra um aspecto sombrio do herói e um fundo de terror psicológico, tal qual se vê no filme.

Para quem não assistiu ainda, vale a pena. Arrisco-me a dizer que você sairá do filme no mínimo incomodado. 


Para viver um grande amor

28 Julho, 2008

Texto escrito pelo poetinha Vinícius de Moraes

“Para viver um grande amor, preciso é muita concentração e muito siso, muita seriedade e pouco riso — para viver um grande amor.

Para viver um grande amor, mister é ser um homem de uma só mulher; pois ser de muitas, poxa! é de colher… — não tem nenhum valor.

Para viver um grande amor, primeiro é preciso sagrar-se cavalheiro e ser de sua dama por inteiro — seja lá como for. Há que fazer do corpo uma morada onde clausure-se a mulher amada e postar-se de fora com uma espada — para viver um grande amor.

Para viver um grande amor, vos digo, é preciso atenção como o “velho amigo”, que porque é só vos quer sempre consigo para iludir o grande amor. É preciso muitíssimo cuidado com quem quer que não esteja apaixonado, pois quem não está, está sempre preparado pra chatear o grande amor.

Para viver um amor, na realidade, há que compenetrar-se da verdade de que não existe amor sem fidelidade — para viver um grande amor. Pois quem trai seu amor por vanidade é um desconhecedor da liberdade, dessa imensa, indizível liberdade que traz um só amor.

Para viver um grande amor, il faut além de fiel, ser bem conhecedor de arte culinária e de judô — para viver um grande amor.

Para viver um grande amor perfeito, não basta ser apenas bom sujeito; é preciso também ter muito peito — peito de remador. É preciso olhar sempre a bem-amada como a sua primeira namorada e sua viúva também, amortalhada no seu finado amor.

É muito necessário ter em vista um crédito de rosas no florista — muito mais, muito mais que na modista! — para aprazer ao grande amor. Pois do que o grande amor quer saber mesmo, é de amor, é de amor, de amor a esmo; depois, um tutuzinho com torresmo conta ponto a favor…

Conta ponto saber fazer coisinhas: ovos mexidos, camarões, sopinhas, molhos, strogonoffs — comidinhas para depois do amor. E o que há de melhor que ir pra cozinha e preparar com amor uma galinha com uma rica e gostosa farofinha, para o seu grande amor?

Para viver um grande amor é muito, muito importante viver sempre junto e até ser, se possível, um só defunto — pra não morrer de dor. É preciso um cuidado permanente não só com o corpo mas também com a mente, pois qualquer “baixo” seu, a amada sente — e esfria um pouco o amor. Há que ser bem cortês sem cortesia; doce e conciliador sem covardia; saber ganhar dinheiro com poesia — para viver um grande amor.

É preciso saber tomar uísque (com o mau bebedor nunca se arrisque!) e ser impermeável ao diz-que-diz-que — que não quer nada com o amor.

Mas tudo isso não adianta nada, se nesta selva oscura e desvairada não se souber achar a bem-amada — para viver um grande amor.”


Uma pincelada na questão amazônica

28 Julho, 2008

O problema amazônico é muito mais complexo do que a maioria de nós, seres sudestinos, imaginamos. Sejamos sinceros, estamos pouco nos importando com o que acontece lá. Enfim, estão a mais de 5.000 quilômetros de distância. Mas é importante termos esta preocupação e voltarmos nossos olhos para este território. E não é por nos acharmos na obrigação de olhar lá, pela biodiversidade, ou por qualquer outro motivo politicamente correto que lemos por aí. A preocupação deve ser a cobiça que envolve aquela terra. E nós temos a obrigação de, no mínimo, ficarmos atentos às políticas implementadas pelo Governo Federal para a proteção de sua soberania.

Acabo de assistir ao programa Canal Livre, da Rede Bandeirantes de Televisão, no qual a equipe de excelentes jornalistas entrevistaram os generais Gilberto e Claudio Figueiredo, exatamente a respeito destas questões. Como sempre, o programa foi muito bom, elucidativo e repleto de perguntas que instigaram minha curiosidade.

Dentre todos os assuntos abordados a respeito da proteção e atuação militar na Amazônia, teve uma que me chamou mais a atenção. Antes de falar dela, gostaria de preparar um pouco você para não rejeitar a possibilidade que vou apresentar. Claro que não devemos ser neuróticos, nem mesmo reagir exageradamente quanto a qualquer acontecimento, mas saiba que males que ocorrem pelo mundo também podem acontecer por aqui. Por que acontecem na África, no Afeganistão, na Colômbia, no Panamá, dentre outros, e não ocorreriam aqui? Por que apenas o nosso território seria respeitado, quando o de outras nações não são? Ainda mais quando temos um patrimônio como a Amazônia, repleta de riquezas e potencialidades ainda pouco exploradas. Lembrem que há várias modalidades de invasão. Desde a invasão mais descarada, quando você simplesmente entra com as tropas e toma o local, como também há aquelas mais paulatinas, que são amparadas por legislações internacionais.

De acordo com os irmãos generais, com a instalação desordenada de ONGs internacionais na floresta amazônica, sem a devida fiscalização, há o risco de algumas destas entidades mascararem interesses externos em transformar as áreas indígenas em nações independentes. De uma forma rápida e resumida, funcionaria mais ou menos da seguinte forma: seria estimulada a formação de blocos fechados de nações indígenas. Cada reserva se fecharia e se declararia independente do Estado brasileiro, mesmo estando contidas em nosso território. Seria como se fosse uma “ilha indígena” cercada por todos os lados de terra estrangeira (que, neste caso, é brasileira). A partir daí, alguma nação estrangeira poderia intervir como se viesse em socorro desta pretensa nação formada no território indígena. Com isso, algum dos países desenvolvidos poderia tomar conta (em outras palavras: posse) deste território, com a primeira desculpa de cuidar daquele “povo sofrido” para, na realidade, explorar a região, que é rica em recursos minerais, botânicos e etc.. Foi até utilizado o exemplo do regime de dominação de nossas vizinhas Guiana (domínio inglês), Guiana Francesa e Suriname (domínio holandês) – o que nós, sudestinos, também esquecemos que são países fronteiriços no distante norte do país.

Assim, fiquemos atentos aos acontecimentos na Amazônia, não por acharmos bonitinho nos preocuparmos com a imensa floresta e com os bichinhos. Temos que nos conscientizar que não é apenas, como dizem, um prêmio dado por Deus aos brasileiros para nos vangloriarmos. É, sim, parte deste país múltiplo que, em algumas regiões possui cidades altamente desenvolvidas como São Paulo e Curitiba, mas que numa distância tão gigantesca (que quase nos faz esquecer de sua existência) possui regiões cheias de terra que devem ser protegidas com o mesmo zêlo que temos pelo nosso asfalto.