A italiana Carla Bruni se tornou a Primeira-Dama da França há pouco tempo. Para muitos brasileiros, como eu, ela era uma mera desconhecida. Num primeiro momento, poderia parecer uma oportunista que conseguiu conquistar o coração do presidente francês bonitão. Para piorar, divulgaram na Internet uma foto dela nua, o que sempre piora a imagem da pessoa (bem, se não piora, pelo menos tenho a certeza de que não melhora). Até que novos fatos surgem…
Um amigo me enviou o vídeo de três músicas cantadas por ela. Sim! Além de linda e modelo, ela canta! E não pense que é no estilo Britney Spears ou Christina Aguilera, que tornam a música algo mais ligado à base atlética e ao erotismo do que à beleza em seu estado puro. Num dos vídeos que optei em inserir nesta postagem, vemos que há algo de sensual na performance da cantora, mas longe – muito longe – da vulgaridade das duas mencionadas acima. Enfim, nem deveria fazer estas comparações, pois elas são muito diferentes. Apenas queria sublinhar que nem sempre o fato da pessoa ser bela quer dizer que ela necessariamente viverá apenas disso, ou que terá isso como base de sua carreira.
Procurem no Youtube outras canções de Carla Bruni. As que estão abaixo são apenas um exemplo. Por sinal, a que falei que é bem sensual é assim por se tratar de um videoclipe. Mesmo assim, trata-se de uma sensualidade baseada em sua presença e voz, e não em erotismo. A outra é uma apresentação num show. Ela sentada num banquinho, com seu violão. Canta numa voz melodiosa e suave. Como reza o dito popular: “Não é apenas um rostinho bonito”. Isso me faz lembrar o conjunto “The Corrs”. Para quem conhece, sabe como são talentosas e lindas. O foco de suas carreiras é sua qualidade musical.
Vejo isso como uma luta contra um preconceito que possui dois lados. Num primeiro momento, as pessoas acham que alguém por ser bonita é incapaz de fazer algo construtivo. Era nesta raíz que estava fundada as primeiras impressões sobre a Carla Bruni. Por outro lado, há um preconceito (vou chamar assim, apesar de que poderíamos chamar de “comodismo”, ”limitação” ou qualquer outra coisa) de algumas “belas” que, assim como no caso de Britney e etcs., acham que serem bonitas lhes bastará.
Felizes são aqueles que aprendem que a mulher bonita é boa de olhar, mas logo passa. Serve para uma fotografia, para saciar o desejo dos olhos e da libido. Mas a mulher que interessa é aquela que em sua personalidade apresenta algo mais, e torna-se bela não apenas por sua imagem, mas por todo o subtrato que oferece para compartilhar. Que o diga Sarkozy.
Escrito por Hugo Harris 
Escrito por Hugo Harris
Escrito por Hugo Harris